Archivos abril 2009

Jacques Tati no CCBB

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traffic5.jpg Trafic, 1971, de Jacques Tati.

Começou ontem, e prossegue até domingo no CCBB, a retrospectiva Jacques Tati - com todos os longas-metragens que ele dirigiu, além de alguns curtas (entre os quais Sparring por Um Dia, de René Clément).

Já que o CCBB não informa - ao contrário da Caixa Cultural, por exemplo -, sei que há cópias em película de As Férias do Sr. Hulot, Meu Tio, Parade (decentes) e Carrossel da Esperança (terrível, ainda da época em que reestreou no cinema). Quanto a Trafic e Playtime, crème de la crème do universo tatiniano, só na hora mesmo.

Programação:

29 de abril (quarta-feira)
17h30 - Meu Tio (110 min)
19h30 - Carrossel de Esperança (79 min)

30 de abril (quinta-feira)
17h30 - As Férias do Sr. Hulot (114 min)
19h30 - Tempo de Diversão (124 min)

1º de maio (sexta-feira)
15h30 - Carrossel de Esperança (79 min)
17h30 - Trafic (97 min)
19h30 - Parade (85 min)

2 de maio (sábado)
15h30 - Meu Tio (110 min)
17h30 - As Férias do Sr. Hulot (114 min)
19h30 - Tempo de Diversão (124 min)

3 de maio (domingo)
15h30 - Trafic (97 min)
17h30 - Parade (85 min)
19h30 - Sparring por um dia (Curta)
- Escola de Carteiros (Curta)
- Curso Noturno (Curta)

Sinopses:

Sparring por um Dia (Soigne ton Gauche) 1936, P&B, 20 min.

Dirigido por René Clemént, este foi o primeiro filme escrito e a ser protagonizado por Jacques Tati. Aqui ele interpreta o jovem Rojan, um pacato e sonhador habitante de uma cidadezinha francesa, que serve de "sparring" de um boxeador.

Escola de Carteiros (l'École des Facteurs) 1947, P&B, 18 min.

Tati depois de ter as primeiras lições de carteiro, arma a maior confusão no seu novo emprego.

Carrossel de Esperança (Jour de Fête) 1949, Versão Colorizada, 79 min.

Uma vez a cada ano, uma feira traz atrações como um cinema ambulante e música para um pequeno vilarejo no centro da França, transformando a vida dos moradores e a rotina do lugar.

As Férias do Sr. Hulot (Lês Vacances de Monsieur Hulot) 1953, P&B, 114 min.

O atrapalhado sr. Hulot vai passar férias em um hotel de veraneio onde provoca uma série de situações desastrosas e irresistivelmente cômicas. Mesmo causando uma grande agitação na rotina dos demais hóspedes, ele consegue fazer amizades e conquistar a simpatia de todos.

Meu Tio (Mon Oncle) 1958, Cor, 110 min.

Este filme, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mostra a engraçada relação de um tio desastrado com o seu querido sobrinho, a quem ele proporciona os prazeres mais simples e encantadores da infância, ao contrário dos pais castradores do garoto, que só pensam em equipar a casa com acessórios domésticos de última geração.

Curso Noturno (Cours du Soir) 1967, Cor, 30 min.

Tati ministra treinamentos para executivos de uma grande empresa.

Tempo de Diversão (Playtime) 1967, Cor, 124 min.

Jacques Tati, com suas coreografias cômicas encantadoras, passeia pela moderna Paris dos anos 60. Seu jeito inocente de observar as coisas acaba criando confusões hilárias entre os turistas que visitam a capital francesa. Mais cara produção de Tati, para a qual foi construída praticamente uma cidade, com restaurantes, farmácia, prédios comerciais e até um aeroporto.

Trafic (Trafic) 1971, Cor, 97 min.

Desta vez o sr. Hulot trabalha em uma pequena indústria automobilística como designer de carros. Empenhado em mostrar um novo modelo de carro, ele decide ir a uma feira de automóveis em Amsterdã, dando início a um hilariante caos nas rodovias por onde passa.

Parade (Parade) 1974, Cor, 85 min.

Este último filme realizado por Jacques Tati mostra as aventuras de duas crianças por detrás da lona de um circo provinciano. O diretor também aparece como um dos artistas do espetáculo, entre saltimbancos, equilibristas, mágicos e espectadores encantados.

PS: Por que colocaram Playtime com o título em português, Tempo de Diversão, e Traffic com o original? Será que As Aventuras do Sr. Hulot no Tráfego Louco não coube no folheto?

Um Dia Sem Mexicanos

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Mexicanos desaparecem com gripe suína.

Quando a vida imita a arte. Filme profético.

Crise de mão-de-obra nos EUA!

Luto - Jack Cardiff (1914 - 2009)

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Jack Cardiff.

O diretor e fotógrafo Jack Cardiff morreu, aos 94 anos, no último dia 22. Mestre do Technicolor, ganhou o Oscar de fotografia em 1947, por Narciso Negro, de Michael Powell e Emeric Pressburger. Também merecem destaque suas colaborações com Alfred Hitchcock (Sob o Signo de Capricórnio), John Huston (Uma Aventura na África), Joseph L. Mankiewicz (A Condessa Descalça), King Vidor (Guerra e Paz) e Richard Fleischer (Os Vikings).

Em 1960, concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes e ao Oscar de direção por Filhos e Amantes.


Filhos e Amantes, 1960, de Jack Cardiff.

Jack Cardiff trabalhou nos filmes de Michael Powell e de Emeric Pressburger, que deram origem à nata do cinema britânico.

Em Coronel Blimp, Jack Cardiff e Geoffey Unsworth (depois fotógrafo 2001: Uma Odisséia no Espaço e de Cabaret) operaram a câmera de George Périnal.

David Lean, que sugeriu o roteiro de Coronel Blimp, já montara E Um Avião Não Regressou - p&b assinado pelo futuro cineasta Ronald Neame - e Paralelo 49, fotografia de Freddie Youg, que ganharia três Oscars por Lawrence da Arábia, Doutor Jivago e A Filha de Ryan.


Nesse Mundo e No Outro, 1946, de Michael Powell e Emeric Pressburger.

Jack Cardiff assumiu a fotografia em Nesse e Mundo e No Outro, Narciso Negro e Sapatinhos Vermelhos. Na direção de Filhos e Amantes, levou para o cargo Freddie Francis - que ganhou o Oscar, feito que repetiria com Tempo de Glória.

Com quem Freddie Francis trabalhou? Michael Powell e Emeric Pressburger! Ele foi operador de câmera em The Small Back Room, O Pimpinela Escarlate, Os Contos de Hoffman e Aprendiz de Feiticeiro.

Powell, Pressburger, Lean, Cardiff, Young, Francis, Neame, Unsworth - carreiras que se estenderam por meio século e que se cruzaram em meia dúzia de filmes!

Filmes citados (e que vi!)

E Um Avião Não Regressou, 1942, de Michael Powell e Emeric Pressburger - lo3.gif
Coronel Blimp, 1943, de Michael Powell e Emeric Pressburger - lo4.gif
Nesse Mundo e No Outro, 1946, de Michael Powell e Emeric Pressburger - lo4.gif
Narciso Negro, 1947, de Michael Powell e Emeric Pressburger - lo3.gif
Sapatinhos Vermelhos, 1948, de Michael Powell e Emeric Pressburger - lo4.gif
Sob o Signo de Capricórnio, 1949, de Alfred Hitchcock - lo3.gif
Uma Aventura na África, 1951, de John Huston - lo2.gif
Os Contos de Hoffman, 1951, de Michael Powell e Emeric Pressburger - lo4.gif
A Condessa Descalça, 1954, de Joseph L. Mankiewicz - lo3.gif
Guerra e Paz, 1956, de King Vidor - lo3.gif
Os Vikins, 1958, de Richard Fleischer - lo2.gif
Filhos e Amantes, 1960, de Jack Cardiff - lo2.gif
Lawrence da Arábia, 1962, de David Lean - lo4.gif
Doutor Jivago, 1965, de David Lean - lo2.gif
2001: Uma Odisséia no Espaço, 1968, de Stanley Kubrick - lo4.gif
A Filha de Ryan, 1970, de David Lean - lo3.gif
Tempo de Glória, 1989, de Edward Zwick - lo1.gif

O Cara

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"Are you scared? We're all scared".


Lula, O Filho do Brasil, de Fábio Barreto.

Bob Pai e Bob Filho nos entregam o filme mais chapa-branca da História do cinema brasileiro.

Pergunta que não cala: Lula, O Filho do Brasil estreará ou, após fiasco de crítica e de público nos festivais, Barretão o engavetará, como A Paixão de Jacobina e Nossa Senhora de Caravaggio?

Lei Rouanet, Lei do Audiovisual e estatais injetaram R$ 12 milhões em Lula, O Filho do Brasil. Mas nada impediu que Luiz Carlos Barreto sumisse com as bombas do filho, produções igualmente caras, e com o mesmo financiamento.

A grana não era dele!

Taça Rio

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Flamengo campeão da Taça Rio, 1 a 0 no Botafogo! Gol contra de Emerson, zagueiro alvi-negro, após passe de cabeça de Emerson, atacante rubro-negro.

Próximos domingos, as equipes voltam a se encontrar. Flamento luta pelo quinto tricampeonato estadual e, para deixar o Fluminense definitivamente comendo poeira, pelo 31o. título carioca.

São quatro tricampeonatos: 1942/1943/1944, 1953/1954/1955, 1978/1979/1979 (houve dois cariocas em 1979 mesmo!) e 1999/2000/2001. O último, conquistado sobre o Vasco. Chegou a vez do Botafogo?

A Flamengo campeão de 1944:

flamengo1944.jpg

Da esquerda para a direita: Jurandir, Domingos da Guia, Perácio, Perácio, Newton, Jaime, Bria, Pirilo, Zizinho, Biguá, Vevá e Jacy.

mauricedruon.jpg Maurice Druon era um anjo!

Capítulo Onze. No qual Tistu resolve ajudar o Doutor Milmales.

Foi ao visitar o hospital que Tistu ficou conhecendo a menina doente.

O hospital de Mirapólvora, graças à generosidade do Sr. Papai, era um belo hospital, muito grande, muito limpo, e provido de tudo que fosse preciso para cuidar de um doente. As largas janelas deixavam entrar o sol, e as paredes eram brancas e luzidias. Tistu não achou que o hospital fosse feio; pelo contrário. No entanto ele sentiu... como explicá-lo... ele sentiu que alguma coisa muito triste ali estava escondida.

O Dr. Milmales, diretor do hospital, via-se logo, era um homem muito sábio e muito bondoso. Tistu achou que ele se parecia um pouco com o jardineiro Bigode, um Bigode que não tivesse bigodes e que usasse grossos óculos de tartaruga. E Tistu lhe disse o que pensava.

- A semelhnça deve ocorrer - respondeu o Dr. Milmales - de Bigode e eu termos uma tarefa parecida: ele cuida da vida das flores, eu da vida das pessoas. Mas cuidar da vida das pessoas era imensamente mais difícil; Tistu logo compreendeu, só de ouvir o Dr. Milmales. Ser médico era travar uma batalha ininterrupta. De um lado a doença, sempre a entrar no corpo das pessoas; do outro a saúde, sempre querendo ir embora. E depois, havia mil espécies de doenças e uma única saúde. A doença usava todo tipo de máscara para que não a pudessem reconhecer: um verdadeiro carnaval. Era preciso desmascará-la, desanimá-la, pô-la para fora, e ao mesmo tempo atrair a saúde, segurá-la, impedi-la de fugir.

- Você já esteve doente, Tistu? - perguntou o Dr. Milmales.

- Nunca, Doutor.

- Nunca mesmo?

Realmente, o doutor não se lembrava de que o tivessem chamado por causa de Tistu, enquanto Dona Mamãe tinha muitas enxaquecas e o Sr. Papai sofria às vezes do estômago. O criado Cárolo tivera uma bronquite no último inverno. Mas Tistu, nada de nada. Eis um garoto que desde o nascimento não sabia o que fosse varicela, angina, resfriado... Um caso raro de saúde perfeita!

- Eu lhe agradeço muito a lição que me deu, Dr. Milmales; ela me interessa muito - disse Tistu.

O Dr. Milmales mostrou a Tistu a sala onde se preparavam pequenas pílulas cor-de-rosa contra tosse, pomada amarela contra bolhas e pós branquicentos contra febre. Mostrou-lhe a sala onde a gente pode olhar através do corpo de uma pessoa como através de uma janela, para ver onde a doença se escondeu. E mostrou-lhe também a sala com teto de espelho, onde se cura apendicite e tanta coisa que ameaça a vida.

"Se aqui impedem o mal de ir adiante, tudo devia parecer alegre e feliz, pensava Tistu. Onde estará escondida a tristeza que estou sentido?..."

O Dr. Milmales abriu a porta do quarto da menininha doente.

- Vou deixar você aqui, Tistu. Venha depois até meu escritório.

Tistu entrou.

- Bom dia - disse ele à menininha doente.

Ela lhe pareceu muito bonita, mas extremamente pálida. Seus cabelos negros se desenrolavam pelo travesseiro. Teria mais ou menos a idade de Tistu.

- Bom dia - respondeu polidamente, sem mover a cabeça.

Seus olhos estavam pregados no teto.

Tistu sentou-se perto da cama, com o chapéu branco sobre os joelhos.

- O Dr. Milmales me disse que as suas pernas não andavam. Será que já melhorou no hospital?

- Não - respondeu a menina, sempre muito polida; - mas isso não tem importância.

- Por quê? - perguntou Tistu.

- Porque não tenho lugar nenhum para ir.

- Pois eu tenho um jardim - disse Tistu, para dizer qualquer coisa.

- Você tem muita sorte. Se eu tivesse um jardim, talvez sentisse vontade de sarar para passear entre as flores.

Tistu logo olhou para o seu polegar, pensando: "Se o problema é esse..."

Mas perguntou ainda:

- Você não se aborrece muito nessa cama?

- Não muito. Fico olhando o teto. Conto os buraquinhos.

"Flores seria muito melhor" - pensou Tistu. E se pôs a chamar interiormente: "Papoulas, papoulas!... Botões-de-ouro, margaridas, junquilhos!"

As sementes entraram pelas janelas, a não ser que Tistu as tenha trazido nos sapatos.

- Mas, em todo caso, você não se sente infeliz?

- Para a gente saber se é infeliz, é preciso primeiro ter sido feliz. Eu já nasci doente.

Tistu compreendeu que a tristeza do hospital estava escondida nesse quarto, na cabeça da menina. Ele também estava ficando triste.

- Você recebe visitas?

- Muitas. De manhã, antes do almoço, a Irmã Termômetro. Depois vem o Dr. Milmales; ele é muito bonzinho, conversa comigo e me faz um agrado. À hora do almoço, chega a Irmã Pílula. Depois, com a merenda, entra a Irmã Injeção Que Dói. E, por fim, vem o moço de branco, que acha que as minhas pernas estão melhor. Amarra uma cordinha em cada uma para que elas possam mover-se. Todos eles dizem que eu vou sarar. Mas eu prefiro ficar olhando o teto, que não me prega mentiras.

Enquanto ela falava, Tistu se tinha levantado e entrara rapidamente em ação em torno da cama.

"Para esta menina sarar, pensava ele, é preciso que ela deseje ver o dia seguinte. Uma flor, com sua maneira de abrir-se, de improvisar surpresas, poderia talvez ajudá-la... Uma flor que cresce é uma verdadeira adivinhação, que recomeça cada manhã. Um dia ela entreabre um botão, num outro desfaldra uma folha mais verde que uma rã, num outro desenrola uma pétala... Talvez esta menina esqueça a doença, esperando cada dia uma surpesa..."

O polegar de Tistu não tinha descanso.

- Pois eu acho que você vai sarar - disse ele.

- VocÇe também acha?

- Acho sim. Tenho certeza. Até logo!

- Até logo! - respondeu polidamente a menina doente. - Você tem sorte de ter um jardim...

O Dr. Milmales esperava Tistu atrás de sua grande mesa niquelada, repleta de livros.

- Então, Tistu - perguntou ele - que foi que você aprendeu? Que sabe de medicina?

- Aprendi - respondeu Tistu - que a medicina não pode quase nada contra um coração muito triste. Aprendi que para a gente sarar é preciso ter vontade de viver. Doutor, será que não existem pílulas de esperança?

O Dr. Milmales ficou espantado com tanta sabedoria num garoto tão pequeno.

- Você aprendeu sozinho a primeira coisa que um médico deve saber.

- E qual é a segunda, Doutor?

- É que para cuidar direito dos homens é preciso amá-los bastante.

Ele deu um punhado de caramelos a Tistu e pôs uma boa nota em seu caderno.

Mas o Dr. Milmales ficou ainda mais espantado no dia seguinte, quando entrou no quarto da menina.

Ela sorria: tinha despertado em pleno campo.

Narcisos brotavam em torno à mesa de cabeceira, os cobertores eram um edredom de pervincas, a grama crescia no tapete. E finalmente a flor, a flor em que Tistu se desvelara, uma esplêndida rosa, que não parava de se transformar, de abrir uma folha ou um botão, e que subia pela cabeceira da cama, ao longo do travesseiro. A menina já não olhava o teto; ela contemplava a flor.

De noite suas pernas começaram a mover-se. A vida era boa.

Explicação

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Se não levo o prêmio a sério, por que escrevi tanto?

Para colocar a foto que abre o post!

vivo.jpg

Não faço a menor ideia de quem participa da Academia Brasileira de Cinema. Mas sei que não levo a sério qualquer prêmio com nome de patrocinador.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro seria nosso equivalente do Oscar americano, César francês, David di Donatello italiano, Goya espanhol, Kinema Jumpo Awards japonês, Filmfare Awards indiano...

Trata-se da indústria do cinema (embora o Brasil não a possua!). Agora, incorporar a marca do principal anunciante ao nome do evento? Esculhambação demais.

Mas já acredito que outros prêmios façam o mesmo.

Tudo bem, os filmes brasileiros sobrevivem através dos patrocínios, da renúncia fiscal, da Lei Rouanet (que nossa classe artística fará com que permaneça inalterada). No entanto, sempre quando se iniciam os créditos, com a logomarca da Petrobras e de outras empresas, lembro de Adilson Maguila enumerando aqueles que o apoiavam.

Sobre os troféus, Estômago foi o pior filme do ano passado - brasileiro ou não. Porém, como não assisti a Meu Nome Não É Johhny, concedo-lhe o privilégio da dúvida.

Mesmo que odeie Estômago, não vejo sentido em premiá-lo e deixar João Miguel de mãos abanando. Ele é a alma do filme. Selton Mello ganhou pelo nome.

Leandra Leal era barbada, apesar de que também pulei Nome Próprio. Li boas críticas, de quem respeito. Contudo, Murilo Salles já se fundiu, na minha percepção, com Sérgio Sezende e Paulo Thiago. São a mesma entidade apocalíptica.

Woody Allen levou pela simpatia que desperta, não pelo filme em si.

Documentários fofos e pungentes sobre MPB, também passo. Mistério do Samba, para mim, teria que mostrar como ex-escravos, expulsos dos cortiços do Centro do RJ para os morros, foram capazes de articular discurso próprio - através da música, do carnaval, das escolas de samba -, mesmo contra a polícia, o governo, as famílias aristocráticas.

Ensaio sobre a Cegueira ganhou vários prêmios técnicos, enquanto Linha de Passe ficou sem nada. Ao que parece, a língua portuguesa não consta dos critérios que definem "filme brasileiro". E será que puniram Walter Salles por não ter se inscrito no Oscar?

Melhor Longa-metragem de Ficção Nacional:
Estômago, de Marcos Jorge

Melhor Longa-metragem Nacional pela votação do público:
Estômago, de Marcos Jorge

Melhor Longa-Metragem de Ficção Estrangeiro:
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Melhor Longa-Metragem Estrangeiro pela votação do público:
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Melhor Documentário
O Mistério do Samba

Melhor Filme Infantil
Pequenas Histórias

Melhor Filme de Animação - Menção Honrosa
Garoto Cósmico

Melhor Diretor
Marcos Jorge (Estômago)

Melhor Ator
Selton Mello (Meu Nome Não É Johnny)

Melhor Atriz
Leandra Leal (Nome Próprio)

Melhor Ator Coadjuvante
Babu Santana (Estômago)

Melhor Atriz Coadjuvante
Júlia Lemmertz (Meu Nome Não É Johnny)

Melhor Roteiro Original
Cláudia da Natividade, Fabrízio Donvito, Lusa Silvestre e Marcos Jorge (Estômago)

Melhor Roteiro Adaptado
Mariza Leão e Mauro Lima (Meu Nome Não É Johnny)

Melhor Figurino
Chega de Saudade

Melhor Maquiagem
Ensaio sobre a Cegueira

Melhor Trilha Sonora
Os Desafinados

Melhor Trilha Sonora Original
Meu Nome Não É Johnny

Melhor Direção de Arte
Ensaio sobre a Cegueira

Melhor Edição - Ficção
Meu Nome Não É Johnny

Melhor Edição - Documentário
O Mistério do Samba

Melhor Fotografia
Ensaio sobre a Cegueira

Melhor Som
Meu Nome Não É Johnny

Melhores Efeitos Especiais
Ensaio sobre a Cegueira

Melhor Curta-Metragem - Animação
Dossiê Rê Bordosa

Melhor Curta-Metragem - Documentário
Dreznica

Melhor Curta-Metragem - Ficção
Café com Leite

Traileres

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Vi muita empolgação com o trailer de Anti Christ, de Lars Von Trier.

Bom, gosto não se discute... mas fiquemos com cinema de verdade, ok?

Public Enemies, de Michael Mann!

"Mais cedo ou mais tarde, ela irá até ele, ou ele virá atrás dela".

Só pela frase, já me lembro de Fogo contra Fogo e de Miami Vice.

Q & A

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John Ford no set.

Bertrand Tavernier: Quais seus diretores favoritos?

John Ford: Leo McCarey - Eu amo A Cruz dos Anos. Frank Capra. E todo um bando de gente, como Raoul Walsh, sujeito um pouco como eu, exceto que ele é mais bonito e mulherengo; um de seus filmes, The Honor System, impressionou-me muito. Tay Garnett, Henry King. Eu gosto de Sammy Fuller também; ele coloca um pouco de violência demais em seus filmes, mas ao contrário de muitos outros, não o faz por motivos comerciais - ele é um cara honrado, honesto. Eu não gosto de John Huston, ele é uma fraude.

John Ford Interviews, editado por Gerald Peary.

Dog Star Man

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Para baixar Dog Star Man, de Stan Brakhage, no Pirate Bay. Filme completo, com Prelúdio e Partes 1 a 4. Não é a melhor das cópias, mas... diabos...

By Brakhage, An Anthology, da Criterion Collection, também está disponível para download. São 13.88 GiB - ou seja, tenha ótima banda larga e muita paciência.

Se preferir, compre By Brakhage, An Anthology na Livraria Cultura.

PS: Dog Star Man, Parte 2, traz o bebê!

Primeira rainha pornô (com Linda Lovelace, de Garganta Profunda, e Georgina Spelvin, de O Diabo na Carne de Miss Jones), Marilyn Chambers faleceu, aos 56 anos. A polícia ainda investiga a causa da morte.

Marilyn Chambers estreou no cinema em 1970, no longa-metragem O Corujão e a Gatinha, de Herbert Ross (com Barbra Streisand!). Modelo, foi garota-propaganda do sabonete Ivory Snow antes de, pela semelhança física com Cibyl Shepard, ser chamada pelos irmãos Mitchell para estrelar Atrás da Porta Verde, maior clássico da indústria pornográfica.

Garganta Profunda, Atrás da Porta Verde e O Diabo na Carne de Miss Jones transformaram a pornografia em indústria: de restrito ao cinema de vanguarda e ao mercado erótico clandestino (as produções com Bettie Page, por exemplo), o pornô se massificou. Jenna Jameson, Silvia Saint, Taylor Rain, Belladona, Alexis Texas, Brianna Love, Tera Patrick, Sasha Grey - porn queens do vídeo e da internet que não existiriam sem Linda Lovelace, Georgina Spelvin e Marilyn Chambers.

Segundo a Wikipedia, Chambers se destacou no sexo anal, lesbianismo, dupla e tripla penetração e garganta profunda. Foi a primeira atriz pornô americana a raspar totalmente os pêlos pubianos (a famosa brazilian wax) e a utilizar piercing genital.

Em 1977, Marilyn Chambers protagonizou Rabid, de David Cronenberg (Sasha Grey fará o novo Steven Soderbergh, aliás). Após acidente, ela desenvolve - no pescoço - vagina que morde todos com quem se relaciona, espalhando doença que os transforma em zumbis!

Deixo agora pela conta e risco de vocês. Posto a sequência entre Marilyn Chambers e Johnny Keyes em Atrás da Porta Verde, dos irmãos Mitchell. Classificação indicativa: 18 anos.






Atrás da Porta Verde, dos irmãos Mitchell.

PS: Misturei filmes e atrizes. Mas corrigi: Linda Lovelace em Garganta Profunda, Georgina Spelvin em O Diabo na Carne de Miss Jones!

Someday

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Vi cartazes de Milagre em Santa Anna pelos cinemas do RJ. Confesso: não pensei que fosse estreiar, já que fracassou nos EUA. Mal de público e de crítica. 

Assisti ao novo / velho Spike Lee em DIVXs e, embora o próprio cineasta o destaque como "resposta" ao duo A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima - a falsa polêmica de que Clint Eastwood não escalou atores negros, quando Lee sabe que, durante a Segunda Guerra Mundial, não havia batalhões mistos no exército norte-americano -, Milagre em Santa Anna sempre me pareceu o merecido reconhecimento do diretor a John Ford e a seu Audazes e Malditos. 

Primeiro, claro, porque ambos tratam dos Buffalo Soldiers, regimentos de infantaria e de cavalaria formados exclusivamente por negros, que surgiram em 1867. Segundo, porque Milagre em Santa Anna recupera o sentimento que John Ford expressa no clássico discurso do "algum dia" de Audazes e Malditos:

"Someday..." 

Pouco antes, Woody Strode - fenomenal - diz que Lincoln fez algo bom, ao libertar os negros, mas que ainda falta muito, porque continuam escravos. No diálogo com Moffet, que se queixa de que lutou por nada, Rutledge responde que não entraram no exército pelas guerras dos brancos, mas pelo auto-respeito, pelo orgulho próprio, para garantir o futuro dos filhos e das gerações seguintes.

Spike Lee, em Milagre em Santa Anna, praticamente repete a sequência, na conversa entre Stamps e Bishop. Lutamos pelo progresso, porque nos disseram que seríamos apenas garçons e empregados: 

 
Milagre em Santa Anna, de Spike Lee. 

Spike Lee já criticou abertamente John Ford, na última cena de Bamboozled (na montagem com filmes hollywoodianos que estereotipam os negros, há O Juiz Priest). Agora, com Milagre em Santa Anna, resgata-o por Audazes e Malditos.

PS: Curioso para ver as reações ao filme de Spike Lee. Acho que me divirtirei bastante com as críticas negativas.

Twitter

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Los Olvidados está no Twitter: http://twitter.com/losolvidados.

Tudo que publico aqui, aparece lá, graças à mágica dos plugins!

Stan Brakhage

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Começou ontem a retrospectiva Stan Brakhage no Centro Cultural da Caixa, ao lado da estação Carioca do metrô. Segue até domingo, dia 12, com sessões às 17h30 e 19h30. Ingressos custam R$ 4, meia-entrada R$ 2.

O release da mostra:

A Caixa Cultural Rio recebe, de 7 a 12 de abril, uma mostra dedicada a um dos gigantes do cinema mundial. Com curadoria de Fred Camper, Stan Brakhage - A aventura da percepção reúne 28 filmes, uma amostra significativa da obra de um dos mais influentes cineastas de todos tempos, divididos em seis programas temáticos. Camper estará no Brasil para apresentar os filmes da mostra, incluindo o lendário longa-metragem Dog Star Man.

Se por um lado podemos dizer que Maya Deren inventou o cinema experimental americano, por outro pode-se dizer que Stan Brakhage explorou todo o seu potencial. Sua obra, construída ao longo de mais de cinco décadas, é um compêndio dos principais temas, objetos, técnicas e invenções formais de todo o cinema de "avant-garde" dos Estados Unidos.

Nascido em 1933, Brakhage realizou seu primeiro filme aos dezenove anos. Até a data de sua morte, em março de 2003, estima-se que ele tenha realizado algo em torno de 400 filmes, cuja duração varia entre nove segundos e quatro horas e meia. Alguns são completamente abstratos; outros se utilizam de imagens documentais de modo a articulá-las de maneira associativa ou se assemelham a documentários de observação mais convencionais, embora uma análise mais atenta evidencie diferentes níveis de investigação formal.

Brakhage contribuiu também para o desenvolvimento do cinema direto. Além de ser um dos pioneiros na técnica de pintar e desenhar diretamente sobre a película, ele utilizou diversas outras práticas, tais como riscar a película ou a aplicação de diferentes materiais, além de diferentes técnicas de filmagem e montagem.

O cineasta descreveu sua obra como uma exploração do 'nascimento, do sexo, da morte, e da busca de Deus' e desafiou todos os tabus, apontando sua câmera para o ato sexual, partos e autópsias. "Não se trata de uma beleza estática", afirma o crítico Fred Camper, curador do evento, "mas de uma espécie de beleza que limpa os sentidos, que parece atravessar a córnea e ir diretamente ao nervo ótico, que reorienta a maneira de se ver. Seus filmes servem de treinamento para o olhar, tanto para ver outros filmes quanto como uma abertura para modos imaginativos de se ver o mundo".

As incontáveis inovações técnicas e estéticas de Stan Brakhage constituem um marco das relações entre cinema e artes plásticas. Sua influência atravessa gerações inteiras de realizadores dedicados ao cinema experimental, se estendendo também aos filmes de todos os gêneros: ficção, documentário, publicidade, animação e vídeos musicais. Todos os seus filmes estão atualmente sendo preservados pelo MoMA, de Nova York e pela Academy of Motion Picture Arts and Science.

E a programação:

Programa 1
Duração: 61 min
Terça, 7/4, 17h30
Sexta, 10/4, 19h30

The Wonder Ring (1955)
cor; silencioso; 16mm; 6 min

The Way to Shadow Garden (1954)
p&b; sonoro; 16mm; 11 ½ min

Anticipation of the Night (1958)
cor; silencioso; 16mm; 40 min

Mothlight (1963)
cor; silencioso; 16mm; 3 min

Programa 2
Duração: 75 min
Terça, 7/4, 19h30
Sexta, 10/4, 17h30

Dog Star Man (1961-64)
cor; silencioso; 16mm; 75 min

Programa 3
Duração: 57 min
Quarta, 8/4, 17h30
Sábado, 11/4, 19h30

The Process (1972)
cor; silencioso; 16mm; 9 min

The Riddle of Lumen (1972)
cor; silencioso; 16mm; 13 min

Sexual Meditation: Room with View (1971)
cor; silencioso; 16mm; 4 min

Sexual Meditation: Open Field (1972)
cor; silencioso; 16mm; 6 min

Aquarien (1974)
cor; silencioso; 16mm; 3 min

Sol (1974)
cor; silencioso; 16mm; 4 min

Arabic 1 (1980)
cor; silencioso; 16mm, 5 min

Arabic 2 (1982)
cor; silencioso; 16mm, 7 min

Babylon Series #3 (1990)
cor; silencioso; 16mm; 6 min

Programa 4
Duração: 67 min
Quarta, 8/4, 19h30
Sábado, 11/4, 17h30

Eyes (1971)
cor; silencioso; 16mm; 35 min

The Act of Seeing with One's Own Eyes (1971)
cor; silencioso; 16mm; 32 min

Programa 5
Duração: 40 min
Quinta, 9/4, 17h30
Domingo, 12/4, 19h30

The Lion and the Zebra Make God's Raw Jewels (1999)
cor; silencioso; 16mm; 8 ½ min

Chartres Series (1994)
cor; silencioso; 16mm; 9 1/2 min

Divertimento (1997)
cor; silencioso; 16mm; 2 ½ min

Stately Mansions Did Decree (1999)
cor; silencioso; 16mm; 5 ½ min

Lovesong (2001)
cor; silencioso; 16mm; 11 min

Chinese Series (2003)
p&b; silencioso; 16 mm; 2 1/2 min

Programa 6
Duração: 40 min
Quinta, 9/4, 19h30
Domingo, 12/4, 17h30

The Dead (1960)
cor; silencioso; 16mm; 11 min

Murder Psalm (1980)
cor; silencioso; 16mm; 18 min

Cannot Exist (1994)
cor; silencioso; 16mm; 2 min

Naughts (1994)
cor; silencioso; 16mm; 6 min

Dark Night of the Soul (2002)
cor; silencioso; 16mm; 3 min

É Tudo Verdade - Vencedores

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Moscou perdeu o É Tudo Verdade para Cidadão Boilesen? Corumbiara levou menção honrosa do júri?

VJs's de Mianmar - Notícias de Um País fechado como melhor documentário estrangeiro?

Levaram a sério demais o mantra de que o festival "nunca esteve tão ousado" e resolveram premiar apenas "filmes políticos" e "relevantes". Ditadura militar, massacre indígena, protestos de monges budistas...

Já Moscou... coitados, não o entenderam! Para fazer tamanha besteira, melhor que não o selecionassem.

Pelo menos No Tempo de Miltinho ganhou entre os curtas-metragens.

É Tudo Verdade - Cildo

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Cildo, 2008, de Gustavo Rosa de Moura -lo0.gif

Em breve, no The Biography Channel. Ou algum canal parecido.

É Tudo Verdade - Longas

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As Três Irmãs, por Eduardo Coutinho.

A Chave da Casa, 2009, de Paschoal Samora e Stela Grisotti - lo2.gif

Garapa, 2008, de José Padilha - lo2.gif

Moscou, 2009, Eduardo Coutinho - lo4.gif

Sobreviventes, 2008, de Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro - lo0.gif

Diálogo que ouvi no ínício da sessão de A Chave de Casa, no Arteplex:

- Se esse filme for ruim como o outro, vou embora!

O "outro" era Moscou, de Eduardo Coutinho. Que não recebeu um aplauso sequer quando terminou. Difícil a vida de cineasta: entrega o melhor filme brasileiro do ano, e só recebe desdém. Por isso Se Eu Fosse Você faz tanto sucesso!

Vi A Chave de Casa para conhecer mais o trabalho de Paschoal Samora - cujo ótimo Mar de Dentro conferi em Tiradentes. Gostei, mostra sensibilidade em assunto espinhoso, refugiados palestinos-iraquianos no Brasil. E prova que documentários não são incompatíveis com planos bem cuidados.

Sobreviventes... eu me incluo entre eles.

De Garapa, escreverei na Revista Moviola. Tenho opiniões conflitantes sobre o filme de José Padilha que, embora conservador - olhar da classe média acerca da fome -, flui com bastante desenvoltura.

Talvez valha a frase que Domingos Oliveira cunha a respeito de si próprio, em Domingos: não realizei grandes filmes, mas tenho bela visão de mundo (falsa modéstia o próprio cineasta desmente logo em seguida, claro). Com José Padilha, acontece o inverso. Ele domina a linguagem - pena que suas idéias sejam tão caretas...

É Tudo Verdade - Curtas

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Confessionário, 2009, de Leonardo Sette - lo2.gif 

Chapa, 2008, de Tatiana Toffoli - lo1.gif 

Leituras Cariocas, 2008, de Consuelo Lins - lo0.gif

No Tempo de Miltinho, 2008, de André Weller - lo3.gif

Ser Tão, 2008, de Luiz Guilherme Guerreiro - lo0.gif 

No Tempo de Miltinho ganhou prêmio de melhor curta digital em Tiradentes. Estive lá, mas juro que não sabia!

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