
Entra na última semana no RJ - e na segunda em São Paulo - a mostra A Elegância de Woody Allen, nos CCBBs de lá e de cá, com a retrospectiva completa do cineasta (todos os filmes em película).
Confesso que não tive paciência para me estapear por ingressos e encarar sessões lotadas. Woody Allen, com todo respeito, não merece a deferência de madrugar na fila do CCBB (como Jean Rouch, por quem já fiz).
Muito menos que a retrospectiva se intitule "A Elegância de Woody Allen". Ernst Lubitsch era elegante. Allen, no seus melhores momentos (e são vários), é esperto.
Também evito a frustração de ver salas cheias para Woody Allen, e as discussões da inteligentsia burguesa que o tem como o supra-sumo da referência cinematográfica, enquanto Berlin Alexanderplatz em 35mm - que de mais importante aconteceu nas telas cariocas em 2009 - permaneceu às moscas.
Mas eu veria de novo os Woody Allen dos anos 80. Sobretudo Hannah e Suas Irmãs e A Era do Rádio, os dois melhores. Mais Broadway Danny Rose, Zelig e A Rosa Púrpura do Cairo - belíssimos filmes, sem dúvida.
Somem-se a eles O Dorminhoco, Annie Hall, Interiores, Maridos e Esposas e Tiros na Broadway. Ah sim, e uma segunda olhada em Crimes e Pecados e A Outra, que embora não estejam entre meus favoritos, sempre me pareceram dos mais ousados do diretor.
Dos últimos longas (pós-Tiros na Broadway), nenhum se destaca. Curiosamente, prefiro os menos lembrados, como Scoop ou Dirigindo no Escuro, aos com mais prestígio - Desconstruindo Harry, Match Point, O Sonho de Cassandra.
Anything Else, outro para se rever: único filme de Allen, em scope, desde Manhattan!
Já Memórias, Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão, Setembro, Melinda e Melinda... sequer em DVD!




