May 272008
 

O júri, presidido por Sean Penn, anunciou ontem os vencedores da 61a. edição do Festival de Cannes. Deu a lógica: Palma de Ouro para Entre les Murs, de Laurent Cantet.

Sandra Corveloni recebeu o prêmio de melhor atriz por Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas. Parabéns! Apenas o quinto brasileiro a triunfar na competição oficial de Cannes – ela se une a Lima Barreto (melhor filme de aventuras por O Cangaceiro), Anselmo Duarte (Palma de Ouro por O Pagador de Promessas), Glauber Rocha (melhor direção por O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro e prêmio especial do júri de curta-metragem por Di) e Fernanda Torres (melhor atriz por Eu Sei que Vou Te Amar).

No mais, Gomorra, de Matteo Garrone, levou o Grande Prêmio do Júri, e Il Divo, de Paolo Sorrentino, o Prêmio do Júri. Cinema político italiano de volta? Ver para crer. Benicio Del Toro como melhor ator pelo épico Che, de Seteven Soderbergh, e melhor roteiro para os irmãos Dardenne, por Le Silence de Lorna.

Quem diria que os cineastas de Rosetta ganhariam o prêmio de roteiro! SInal dos tempos. Em contrapartida, Nuri Bilge Ceylan faturou o de melhor direção por Three Monkeys. Há alguns dias, tentei assistir a Climates, no Telecine Cult, mas desisti, logo no início, após o longo e inútil close-up no rosto da mulher.

Surpreendentemente, Waltz with Bashir, que a crítica apontava como forte candidato à Palma de Ouro, saiu de mãos abanando. Infelizmente, James Gray – de quem sou fã – também. O júri, pelo menos, inventou prêmios especiais para Clint Eastwood e Catherine Deneuve.

Mitos, afinal, têm seus privilégios.

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