Aug 152008
 


A fachada neo-mourisca do Palácio.

Notícia que saiu em O Globo, dia 10 de agosto:

O Cine Palácio, na Cinelândia, está à venda. O principal interessado é o grupo do Hotel Ambassador, da Senador Dantas, que divide parede com o cinema. A idéia é ligar os dois prédios, transformando parte do Palácio em centro de convenções. O Palácio é o mais tradicional cinema de rua da cidade, uma atividade – e este é o motivo da venda – com público cada vez mais reduzido.

Cascata! A sala é das mais freqüentadas. Não há falta de espectadores: problema está na localização do Palácio, bem no centro econômico do Rio de Janeiro – área valorizadíssima e já densamente ocupada.

O mais belo e tradicional cinema do Rio de Janeiro – de linda fachada neo-mourisca, gigantesco hall de entrada (último da espécie) e magnífica tela curva – acaba vítimado pela ganância imobiliária do Grupo Severiano Ribeiro.


Palácio na década de 40.

Antes que o Palácio morra, protestemos! Ao invés de mais Kinoplexes horrorosos e cafonas, lutemos para preservar a maravilha arquitetônica, histórica e cultural que aquela sala encravada na Rua do Passeio representa para a cidade!

Para vê-lo como centro de convenções do Hotel Ambassador, prefiro que o dinamitem, como em Cinema Paradiso. A infâmia será menor Já basta o Pathé ocupado pela Igreja Universal.


Cinema Paradiso – Director’s Cut, 1988, de Giuseppe Tornatore.

Capitólio, Império, Pathé, Rex, Rivoli, Vitória, Metro Passeio, Plaza e Colonial se foram. Agora, o Palácio. Por quanto tempo resistirá o Odeon?

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