Mar 142009
 

Juro que não foi premeditado.

Enquanto Los Olvidados migrava para endereço próprio, a Revista Moviola se reformulava.

De cara nova, graças ao Ari (também conhecido como Aristeu Araújo), que faz milagres com o WordPress.

Eu continuo fiel ao Movable Type, apesar das más línguas!

Após o Festival de Tiradentes – quando escrevi IGUAL UM CONDENADO – tirei “férias” da revista. No entanto, volto para lá ainda este mês, com outra cobertura – É Tudo Verdade!, no CCBB, Unibanco Arteplex 6 e Cinemark Downtown, de 25 de março a 5 de abril.

Os filmes selecionados para a Competição Brasileira, que disputam prêmio de R$100.000,00:

A Chave da Casa, de Paschoal Samora e Stela Grisotti (SP, 68 min)
Dois momentos na vida de exilados palestinos de origem iraquiana: o cotidiano num campo de refugiados entre Jordânia e Iraque e os desafios da adaptação em suas novas vidas no Brasil.

Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (RJ, 92 min)
Um exame do financiamento da repressão violenta à luta armada no Brasil por grandes empresários, a partir da trajetória do dinamarquês Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra executado pela guerrilha urbana por suas ligações com a Oban.

Cildo, de Gustavo Rosa de Moura (RJ, 84 min)
A vida, a obra e as idéias de Cildo Meirelles, um dos principais artistas plásticos brasileiros, vencedor do Prémio Velásquez em 2008.

Corumbiara, de Vincent Carelli (PE, 117 min)
Em 1985, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, foi cenário de um massacre de índios isolados. Desde então o documentarista Carelli luta com sua câmera contra o esquecimento. É hora de balanço.

Garapa, de José Padilha (RJ, 110 min)
Segundo a ONU, a fome afeta hoje 920 milhões de pessoas – dos quais 11 milhões de brasileiros. Apesar de programas assistenciais do governo, diversas famílias vivem ainda o pesadelo diário da falta de proteínas. Eis o cotidiano de três delas, no Ceará de hoje.

Moscou, de Eduardo Coutinho (RJ, 80 min)
Os ensaios do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, da peça “Três Irmãs” de Tchecov, sob a direção de Enrique Diaz.  Os bastidores de um espetáculo que não chegará ao palco, numa experiência catalisada pelo e para o filme.

Sobreviventes, de Miriam Chnaidermann e Reinaldo Pinheiro (SP, 52 min)
Diversos personagens de diferentes sexos, profissões e origens sociais relatam em primeira pessoa sua viagem particular a uma situação limite.

Não vi os filmes, claro, mas acredito que Moscou, de Eduardo Coutinho, seja o melhor.

Além da Competição Brasileira e Internacional (posto depois), passam O Equilibrista (Oscar de documentário) e Z32, de Avi Mograbi, no encerramento.

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