Apr 052009
 

As Três Irmãs, por Eduardo Coutinho.

A Chave da Casa, 2009, de Paschoal Samora e Stela Grisotti

Garapa, 2008, de José Padilha

Moscou, 2009, Eduardo Coutinho

Sobreviventes, 2008, de Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro

Diálogo que ouvi no ínício da sessão de A Chave de Casa, no Arteplex:

- Se esse filme for ruim como o outro, vou embora!

O “outro” era Moscou, de Eduardo Coutinho. Que não recebeu um aplauso sequer quando terminou. Difícil a vida de cineasta: entrega o melhor filme brasileiro do ano, e só recebe desdém. Por isso Se Eu Fosse Você faz tanto sucesso!

Vi A Chave de Casa para conhecer mais o trabalho de Paschoal Samora – cujo ótimo Mar de Dentro conferi em Tiradentes. Gostei, mostra sensibilidade em assunto espinhoso, refugiados palestinos-iraquianos no Brasil. E prova que documentários não são incompatíveis com planos bem cuidados.

Sobreviventes… eu me incluo entre eles.

De Garapa, escreverei na Revista Moviola. Tenho opiniões conflitantes sobre o filme de José Padilha que, embora conservador – olhar da classe média acerca da fome -, flui com bastante desenvoltura.

Talvez valha a frase que Domingos Oliveira cunha a respeito de si próprio, em Domingos: não realizei grandes filmes, mas tenho bela visão de mundo (falsa modéstia o próprio cineasta desmente logo em seguida, claro). Com José Padilha, acontece o inverso. Ele domina a linguagem – pena que suas idéias sejam tão caretas…

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