Sep 042009
 

Segundo round do É Tudo Verdade, agora só no Instituto Moreira Salles, de 4 a 10 de setembro.

Destaque para a retrospectiva Louis Malle, com os documentários Índia Fantasma, Humano Demasiadamente Humano, O País de Deus, Place de la République, Vive le Tour e A Busca da Felicidade. Infelizmente, todos em vídeo, já que o festival traz o pacote de DVDs que a Criterion lançou há alguns anos. No Mundo do Silêncio, com o qual Malle ganhou a Palma de Ouro em 1956 ao lado de Jacques Cousteau, não está na mostra.

O Instituto Moreira Salles fica na Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.

A programação:

Sexta 04/09
20h30 Índia Fantasma, Episódio 1 – A Câmera Impossível

Sábado 05/09
16h Índia Fantasma, Episódio 1 – A Câmera Impossível e Episódio 7 – Bombaim

Domingo 06/09
16h Place de la République

Terça 08/09
18h Vive le Tour e Humano, Demasiadamente Humano

Quarta 09/09
16h Índia Fantasma, Episódio 1 – A Câmera Impossível e Episódio 7 – Bombaim
18h O País de Deus

Quinta 10/09
18h A Busca da Felicidade

As sinopses:

A Busca da Felicidade (La Poursuite du Bonheur, 80′, cor, 1986, EUA / França)
Investigando a experiência dos imigrantes nos EUA, Louis Malle parte em mais uma viagem por todo o país, sem plano predeterminado. Ouvindo recém-chegados de praticamente todos os continentes, de várias profissões – de padres, artistas e pedreiros a médicos ou astronautas -, traça um amplo perfil de suas aspirações, bem como de suas estratégias para assimilar a cultura e os costumes da nação, sem abrir mão dos vínculos com sua terra natal. Ao final da viagem, consolida-se um fascinante mergulho na identidade múltipla de um país cada vez mais diversificado e poliglota.

Humano, Demasiadamente Humano (Humain, Trop Humain, 75′, cor, 1973, França)
A maior parte do filme passa-se no interior de uma fábrica de automóveis. Dispensando-se a narração, numa atmosfera em que os sons ecoam basicamente apenas das estruturas que compõem a linha de montagem, a câmera capta não só uma rotina e uma ordem, que determina a repetição infinita de inúmeros pequenos gestos, como também um sentido de ritmo. Assim, torna-se possível enxergar nesse microcosmo uma estranha beleza, a beleza de seres humanos comuns, entretidos em tarefas cotidianas e construindo uma silenciosa dignidade.

Índia Fantasma, Episódio 1 – A Câmera Impossível e Episódio 7 – Bombaim (L’Inde Fantôme, 106′, cor, 1969, França)
Abalado por uma intensa crise pessoal e profissional, aos 34 anos, o diretor Louis Malle decide mergulhar numa viagem à Índia, que para ele significará um verdadeiro recomeço. Sem mapa, compasso nem roteiro predefinido, acompanhado apenas do fotógrafo Etienne Becker e do técnico de som Jean-Claude Laureux, filma instintivamente por quatro meses tudo o que lhes chama a atenção. Em 35 horas de material bruto, depois editado em sete episódios e num longa autônomo, “Calcutá”, Malle imprime um retrato multifacetado e dinâmico dos contrastes de um país marcado por várias culturas e religiões e dividido entre as heranças do Oriente e do Ocidente. No primeiro episódio, Malle apresenta seu projeto de apresentar um “diário de viagem”, “um exercício total de sinceridade”, “uma verdadeira subjetividade”, uma série não sobre a elite anglofônica que dirige o pais e tradicionalmente fala sobre ele, mas sim sobre os “99% da população indiana que não fala inglês”. No episódio final, um mergulho sobre Bombaim, hoje Mumbaim, seu caos e sua miséria apesar do dinamismo econômico que já prenunciava o que vemos em “Quem quer ser um milionário” (2008).

O País de Deus (Le Pays de Dieu, 90′, cor, 1985, EUA)
Com olhar de estrangeiro agora radicado nos EUA, mas mantendo a mesma ausência de preconceitos que marca seu trabalho desde sempre, o diretor Louis Malle viaja em dois momentos distintos, em 1979 e 1985, ao coração do Meio-Oeste americano, em Minnesota. Misturando-se à gente comum de uma comunidade rural, examina as raízes germânicas daquela população, mostra seus hábitos e dá voz a suas opiniões – inclusive a algumas bem reacionárias em termos de religião e racismo. Sem satanizar seus personagens, elabora um denso e múltiplo retrato humano, provando que os habitantes do Meio- Oeste, ao contrário da lenda, não são mesmo todos iguais.

Place de la République (Place de la République, 94′, 1973, França)
Apostando na maior simplicidade no conceito deste documentário, o diretor Louis Malle limitou-se à proposta de passar dez dias numa das praças mais movimentadas de Paris. Entrevistando as pessoas que ali trabalham, como um vendedor de perucas e um jornaleiro, ou os passantes, o cineasta usa apenas seu microfone e um inegável poder de sedução para convencer alguns dos resistentes à primeira vista a compartilharem suas histórias. Cada um deles traz à tona relatos singelos, engraçados ou fascinantes, que evocam sem esforço até que ponto todas as pessoas compartilham os mesmos problemas e sonhos, ainda que o esqueçam.

Vive le Tour (Vive le Tour, 18′, 1962, França)
Revolucionando a forma tradicional dos documentários sobre esportes até então, Louis Malle lança um olhar irreverente sobre a mais importante prova ciclística de seu país, o Tour de France. Preferindo retratar personagens aparentemente secundários, das multidões de torcedores às equipes de apoio e os retardatários e desistentes, o cineasta desmonta o habitual discurso triunfalista do esporte em favor de um retrato humano da competição.

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