Nov 162010
 

Amanhã, às 19h (horário de Nova York, com reprise às 21h30), o Festival da World Cinema Foundation exibirá a versão restaurada de Limite, de Mário Peixoto. O New York Times noticiou  o evento, que acontece na Brooklyn Academy of Music.

A World Cinema Foundation – cria de Martin Scorsese – restaurou não apenas Limite, como também:

- A Brighter Summer Day, de Edward Yang (talvez o melhor do diretor, importantíssimo para a Nouvelle Vague de Tawain);
- A River Called Titas, de Ritwik Ghatak (penúltimo filme do cineasta, único que realizou em Bangladesh, onde nasceu);
- A Empregada, de Kim Ki-Young (que Im Sang-Soo refilmou);
- Redes, primeiro de Fred Zinnemann, no México, co-dirigido Emilio Gomez Muriel;
- Dry Summer, de Metin Erksa (Urso de Ouro em Berlim e marco do cinema turco);
- Two Girls on the Street, melodrama que Andre De Toth fez na Hungria, antes de se mudar para os EUA;
- The Night of Counting the Years, de Shadi Abdel Salam (entre os melhores filmes egípcios);
- Trances, Ahmed El Maanouni (influenciou Scorsese em A Última Tentação de Cristo);
- Revenge, Ermek Shinarbaev (fundamental para o Novo Cinema do Cazaquistão);
- Touki Bouki, de Djibril Diop Mambety (clássico africano).

Já houve tentativas para restaurar Limite, e todas fracassaram. A cópia que circula no Brasil apresenta dois defeitos graves (sem contar a má qualidade da imagem). Primeiro, erraram na hora de reenquadrar da janela 1.33, do cinema mudo, para 1.37 – pelo que me lembro, “comeram” a lateral esquerda do filme. Segundo, já que não há mais projetores que rodem a 20 quadros por segundo, Limite passa com cerca de 90 minutos, ao invés dos 120 minutos originais – completa dessincronia da música, gravada em disco.

A World Cinema Foundation exibirá Limite, no festival, em HD. Não falamos de Rain, mas de 2K (ou quiçá até de 4K). Sincronia perfeita garantida. E, claro, acredito que pegaram os melhores negativos disponíveis para a restauração.

Segundo Kent Jones, diretor-executivo do World Cinema Foundation e que entende das coisas,

Limite é um grande trabalho por ser um filme completamente independente e que tem um lugar único na história do cinema no Brasil. É um filme glorioso, uma obra de excelente beleza artesanal visual que ultrapassa a sua reputação.

Limite é nosso maior filme. Lendário. Felizmente, está novo em folha. Espero que o tragam para cá, temos o direito de vê-lo. Divulguem as boas novas.

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