Feb 262008
 


Bertolucci sobre O Prazer, de Max Ophüls.

Curioso extra do DVD de O Prazer. Bernardo Bertolucci comenta sobre sua reação ao assistir ao filme de Max Ophüls – na verdade, teve de vê-lo três vezes, já que ao término de cada episódio estava tão enlouquecido que não conseguia continuar.

A entrevista está em italiano, mas forçando um pouco os ouvidos, dá para entender.

Compreendo a reação de Bertolucci perfeitamente. Não assisti ao filme em etapas, como ele, mas invoquei todos os santos enquanto me maravilhava pela primeira vez. Depois, revi incontáveis vezes. O que fazer, por exemplo, diante da seqüência que apresenta a Maison Tellier? Ajoelhar e agradecer (mais tarde, coloco o texto em que Tag Gallagher explica porque a câmera jamais entra na pensão).


O Prazer, 1952, de Max Ophüls.

Le Plaisir, se não é “o” favorito, está entre os prediletos de Jean-Luc Godard, que vira e mexe o cita em seus filmes – do curta-metragem Charlotte et son Jules ao recente Elogio ao Amor. E Acossado provavelmente não existiria sem o episódio A Modelo.

Sempre recordo que Max Ophüls, ao lado de Jacques Demy, são os diretores do meu coração. A música de Maison Tellier, aliás e não por acaso, está na abertura de Lola, homenagem do aluno ao mestre:


Lola, 1961, de Jacques Demy.

Emocionante! Max Ophüls e Jacques Demy, os cineastas que amaram o amor.

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