Oct 172007
 

Poeminha que James Mason (que protagonizou The Reckless Moment e Caught) escreveu sobre Max Ophüls: “A shot that does not call for tracks Is agony for poor old Max, Who, separated from his dolly, Is wrapped in deepest melancholy. Once, when they took away his crane, I thought he’d never smile again.” Assisti a todos os filmes de Ophüls disponíveis – menos La Tendre Ennemie, porque está em francês sem legendas -, e meus favoritos [...Continua...]

Jun 122006
 
Foto da Semana - Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy

Qualquer filme romântico que se preza necessita de despedida em estação de trem. Carta de Uma Desconhecida, de Max Ophüls. Summertime, de David Lean. Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy. Não sei se seria possível algo semelhante no Brasil. Amantes dizendo adeus na Central do Brasil? Coração na mão, tristeza e romantismo rasgado em trens sujos, lotados, quebrados? Pensando bem, acredito até que fique melhor. A pobreza acentua o melodrama. É fácil amar quando [...Continua...]

May 062006
 

6 de maio de 1902: nasce Max Oppenheimer, em Saarbrücken, Alemanha. Quando jovem, interessa-se pelo teatro, em atuar. Descobre, porém, tino para direção. Ainda nos anos 20, volta-se para o cinema, e adota o nome de Max Ophüls. Ophüls, na verdade, era o sobrenome de uma família nobre. Comum entre cineastas este “empréstimo” – só pegar os dois pseudo vons, Erich Von Strohein e Josef Von Sternberg, que obviamente jamais possuíram raízes na nobreza germânica. [...Continua...]

Mar 092006
 

Sexta-feira, 18h30, Cinemateca do MAM. Último filme de Max Ophüls na França (1940), antes de partir para o exílio nos EUA, De Mayerling a Sarajevo não existe em VHS, DVD ou na internet. Pelo que sei, só há esta cópia mesmo. Quem não for, perderá uma obra-prima total e absoluta, que não passa no RJ desde 2002, quando a assisti. Eu sou o principal apóstolo de Ophüls no Brasil. Pelo menos, já me auto-intitulei como [...Continua...]

Feb 092006
 

Para a próxima sessão DVD da Contra, tenho que escrever textos sobre: 1. O Diabo Disse Não (Lubitsch) 2. Carta de Uma Desconhecida (Ophüls) 3. King Kong (Cooper e Schoedsack – o DVD cheio de extras que Peter Jackson patrocinou). Além de Jackson, outros fãs do gorila: Arnaud Desplechin (para quem o Kong original está entre os melhores filmes já feitos) e John Landis. Landis, inclusive, dirigiu uma paródia / homenagem a King Kong chamada [...Continua...]

Jan 202006
 

Aliás, percebi que este foi apenas o segundo post sobre Max Ophüls em 2 anos e 3 meses de Los Olvidados (e no ano de vida do blog antigo, nada, nada). Meu outro cineasta favorito, Jacques Demy, só uma crítica, para A Baía dos Anjos. Excesso de respeito? Adoração que cega? Bom, de qualquer forma, estou revendo os filmes do Ophüls que tenho aqui. Hoje é a vez de Le Plaisir. Related Images:

Jan 202006
 
Carta de Uma Desconhecida

Carta de Uma Desconhecida, 1948, de Max Ophüls Há um plano extraordinário em Carta de Uma Desconhecida. Perdão, reescrevendo a frase: dentre todos os planos extraordinários de Carta de Uma Desconhecida, gostaria de me deter sobre um. É quando Lisa e Stefan chegam no prédio onde ele mora. A câmera, do alto da escada, acompanha o movimento do casal, torcendo-se num travelling aparentemente desnecessário. No entanto, este movimento remete à cena anterior em que Lisa [...Continua...]