May 142010
 
The Exile

Max Ophüls era judeu. Nasceu Max Oppenheimer em Saarbrücken, Alemanha. Quando Hitler ascendeu ao poder, emigrou – primeiro para Itália e Holanda, depois para a França, onde se estabeleceu. Deixou obras-primas pelo caminho: Die Verliebte Firma, La Signora di Tutti, Werther, Sem Amanhã. Os nazistas, porém, teimavam em se expandir. Após De Mayerling a Sarajevo (sobre os eventos que levaram à Primeira Guerra Mundial), e com a iminente invasão da França pelas tropas alemãs, Ophüls [...Continua...]

May 112010
 
Die Verliebte Firma

Die Verliebte Firma, primeiro longa-metragem de Max Ophüls, já apresenta o mundo do espetáculo como lugar da farsa, da mentira e da ilusão, tal qual Lola Montès e La Signora di Tutti. Ophüls se volta, em Die Verliebte Firma, para o próprio cinema. Durante filmagem na pequena cidade de Wiesendorf, a estrela Peggy se desentende com o protagonista (e marido), abandona a locação e retorna a Berlim. Diretor, assistente, fotógrafo e compositores (trata-se de uma [...Continua...]

Mar 252010
 
Tournent, Tournent Mes Personnages

A migração para o WordPress ainda não terminou, mas Los Olvidados está apresentável. Posso reiniciar os trabalhos. Falta repor as imagens e as tags, bem como traduzir o blogue para o português. Também preciso linkar os amigos e colocar as estatísticas de volta. Os plugins ajudam, mas gostaria de acesso maior aos códigos dos templates. O Worpress me parece mais confuso neste aspecto. Talvez seja apenas inexperiência. Enfim, como diz a canção de Oscar Straus [...Continua...]

Sep 052009
 
Two Lovers

“Peço-lhe perdão”, escrevia Nastenka. “Suplico-lhe de joelhos que me perdoe. Enganei-o e enganei-me a mim própria. Era um sonho, um fantasma… Hoje sofri por si mil mortes. Perdão! Peço-lhe perdão!… “Não me censure, pois não mudei fosse o que fosse quanto a si. Disse-lhe que o amaria e continuo a amá-lo, faço mais do que amá-lo. Meus Deus, se pudesse amar-vos a ambos ao mesmo tempo! Se o senhor fosse ele! Se ele fosse o [...Continua...]

Apr 262008
 
Walter Salles a 300 km/h

Em O Prazer, de Max Ophüls, Simone Simon diz mais ou menos o seguinte: “A vida é assim mesmo. Ricos comem salmão, pobrem comem sardinha!”. Ironicamente, rico nasce filho de banqueiro e pobre, filho de bancário. Walter Salles se encaixa na primeira categoria, como herdeiro do Unibanco. Walter Salles e Ricardo Rosset venceram a etapa da GT3 Brasil disputada em Curitiba. Eles pilotaram um Ford GT que, produzido entre 2003 e 2006, custa em média [...Continua...]

Feb 262008
 
O Prazer

Bertolucci sobre O Prazer, de Max Ophüls. Curioso extra do DVD de O Prazer. Bernardo Bertolucci comenta sobre sua reação ao assistir ao filme de Max Ophüls – na verdade, teve de vê-lo três vezes, já que ao término de cada episódio estava tão enlouquecido que não conseguia continuar. A entrevista está em italiano, mas forçando um pouco os ouvidos, dá para entender. Compreendo a reação de Bertolucci perfeitamente. Não assisti ao filme em etapas, [...Continua...]

Nov 012007
 

Não, não se trata da UFA, pricipal estúdio alemão (e europeu) durante as décadas de 10, 20 e 30. É interjeição de alívio mesmo, porque acabei de escrever – são 5h43 da manhã – meu artigo sobre Max Ophüls. Pela primeira vez, serei remunerado. Ou seja, vale o esforço. E falo sobre meu xodó, o que ajuda. A revista circula no início de 2008. Solto mais informações em breve, porque estou caindo de sono. Mas [...Continua...]

Oct 172007
 

Poeminha que James Mason (que protagonizou The Reckless Moment e Caught) escreveu sobre Max Ophüls: “A shot that does not call for tracks Is agony for poor old Max, Who, separated from his dolly, Is wrapped in deepest melancholy. Once, when they took away his crane, I thought he’d never smile again.” Assisti a todos os filmes de Ophüls disponíveis – menos La Tendre Ennemie, porque está em francês sem legendas -, e meus favoritos [...Continua...]