Apr 112006
 

Sempre achei, embora não pudesse provar, que as maiores influências de Jacques Demy (além dos musicais americanos, claro) eram Max Ophüls e Robert Bresson. Pensamento estranho que me deixava desconfortável às vezes, já que Bresson e Ophüls aparentemente não possuem nenhum ponto de contato. Mas observado os filmes de Demy, é bastante clara a presença de ambos: Ophüls em praticamente todos, de Lola a Trois Places pour le 26; Bresson sobretudo concentrado em A Baía [...Continua...]

Mar 282006
 

Íris abre para plano geral da cidade litorânea. De um lado, a praia; de outro, a estrada, com as casas e os prédios margeando. Janela 2.35:1, filme preto e branco. Grua. A câmera (de Raoul Coutard) desce, acompahando o carro conversível que chega pela estrada, até ele ocupar lateralmente toda a extensão do quadro. O carro, conversível, é claro. O homem que o dirige também se veste com roupas claras, combinando com a areia da [...Continua...]

Mar 112006
 

Que maravilha De Mayerling a Sarajevo. Falo mais depois, quando estiver com menos sono (culpa dos malditos remédios). Nem eu me lembrava de como o filme era tão sensacional. Quando o vi, ainda em 2002, só tinha assistido a Carta de Uma Desconhecida. Ou seja, foi antes do impacto dos sete Max Ophüls que o Telecine colocou na programação. Seis, na verdade, já que um deles foi justamente Carta de Uma Desconhecida. Os outros foram [...Continua...]

Mar 092006
 

Sexta-feira, 18h30, Cinemateca do MAM. Último filme de Max Ophüls na França (1940), antes de partir para o exílio nos EUA, De Mayerling a Sarajevo não existe em VHS, DVD ou na internet. Pelo que sei, só há esta cópia mesmo. Quem não for, perderá uma obra-prima total e absoluta, que não passa no RJ desde 2002, quando a assisti. Eu sou o principal apóstolo de Ophüls no Brasil. Pelo menos, já me auto-intitulei como [...Continua...]

Mar 052006
 

Ainda não sei quando passa (o MAM é uma caixinha de surpresas), mas assim que souber estarão todos intimados a assistir a De Mayerling a Sarajevo, de Max Ophüls, que está na mostra cinema francês pré-nouvelle vague em cartaz neste mês de março. Amigos, inimigos, conhecidos, desconhecidos, cara que estiver passando na rua, não interessa: carrego todo mundo para a cinemateca, nem que seja na marra. E aplico tratamento laranja mecânica de ver cinema. Related [...Continua...]

Feb 092006
 

Para a próxima sessão DVD da Contra, tenho que escrever textos sobre: 1. O Diabo Disse Não (Lubitsch) 2. Carta de Uma Desconhecida (Ophüls) 3. King Kong (Cooper e Schoedsack – o DVD cheio de extras que Peter Jackson patrocinou). Além de Jackson, outros fãs do gorila: Arnaud Desplechin (para quem o Kong original está entre os melhores filmes já feitos) e John Landis. Landis, inclusive, dirigiu uma paródia / homenagem a King Kong chamada [...Continua...]

Jan 202006
 

Aliás, percebi que este foi apenas o segundo post sobre Max Ophüls em 2 anos e 3 meses de Los Olvidados (e no ano de vida do blog antigo, nada, nada). Meu outro cineasta favorito, Jacques Demy, só uma crítica, para A Baía dos Anjos. Excesso de respeito? Adoração que cega? Bom, de qualquer forma, estou revendo os filmes do Ophüls que tenho aqui. Hoje é a vez de Le Plaisir. Related Images:

Jan 202006
 
Carta de Uma Desconhecida

Carta de Uma Desconhecida, 1948, de Max Ophüls Há um plano extraordinário em Carta de Uma Desconhecida. Perdão, reescrevendo a frase: dentre todos os planos extraordinários de Carta de Uma Desconhecida, gostaria de me deter sobre um. É quando Lisa e Stefan chegam no prédio onde ele mora. A câmera, do alto da escada, acompanha o movimento do casal, torcendo-se num travelling aparentemente desnecessário. No entanto, este movimento remete à cena anterior em que Lisa [...Continua...]