Oct 302009
 
Metropolis

Já assisti a três versões de Metropolis. A primeira, com a horrível trilha sonora de Giorgio Moroder. A segunda, mais curta – sem Moroder -, com 80 minutos. Por fim, a cópia “restaurada”, com cerca de duas horas e a música original de Gottfried Huppertz. Mas os dias das versões acabaram. Em 2010, o Festival de Berlim apresentará o corte integral de Metropolis, com todos os 4189 metros que estrearam em 10 de janeiro de [...Continua...]

Jun 172009
 
Holocausto

Com o lançamento de Os Falsários, a revista Época listou 14 filmes para entender o Holocausto. Eu incluiria apenas A Espiã (e talvez Bastardos Inglórios que, claro, não vi). Como resposta, escolhi outros 14 filmes, bem mais importantes: O Grande Ditador, 1940, de Charles Chaplin. Charles Chaplin disse que não faria O Grande Ditador se soubesse dos campos de concentração. Demagogia ou não, o primeiro “talkie” de Chaplin, realizado no calor da hora – a [...Continua...]

Jul 312007
 
Luto - Michelangelo Antonioni (1912 - 2007)

Zabriskie Point, 1970, de Michelangelo Antonioni. Ainda não tive tempo de escrever sobre Michel Serrault, e descubro que Antonioni também morreu! Pela madrugada… Coloco aqui dois textos sobre Antonioni, dos quais concordo, embora apresentem visões completamente diferentes: “Não gosto de me alongar nas coisas. Um dos motivos de me entediar tanto com Antonioni – aquela coisa de achar que uma boa tomada vai ficar melhor ainda se você continuar olhando para ela. Ele lhe dá [...Continua...]

Jul 212007
 

Badaladas à Meia-Noite disputou o Festival de Cannes de 1966. Saiu com o Prêmio do 20o. Aniversário (que substituiu o Grande Prêmio do Júri) e o Prêmio Técnico. Ganharam a Palma de Ouro: Um Homem e Uma Mulher, de Claude Lelouch, e Signore & Signori, de Pietro Germi. Mas a besteira do júri foi além, já que estavam igualmente em competição A Hora e a Vez de Augusto Matraga (Roberto Santos), O Jovem Törless (Volker [...Continua...]

Jun 152007
 

Gosto muito de citar frases sobre cinema, mas confesso não ter o mesmo apreço de muitos por Serge Daney, Luc Moullet, Adrian Martin e outros. Não pelos críticos em si, mas pela seriedade com que eles são tratados. Seguidores fanáticos da Cahiers du Cinema costumam ser piores que pregadores evangélicos em ônibus. Da mesma forma que não compreendo porque gritar para que Deus o escute (seria Ele, além de onipotente e de onipresente, igualmente… surdo?), [...Continua...]

May 212007
 

Vasculhando o IMDB, descubro que o próximo filme de Wong Kar-Wai, atualmente competindo em Cannes com My Blueberry Nights, será A Dama de Shangai. A Dama de Shangai, The Lady from Shanghai, adaptação do romance If I Die Before I Wake, de Sherwood King. Se associou o nome ao clássico de Orson Welles, está corretíssimo – trata-se de nova versão, com Rachel Weisz no papel que outra vez imortalizou Rita Hayworth. Cabe a pergunta: Kar-Wai, [...Continua...]

Aug 062006
 

Saiu no blogue do Moacy, o Balaio Vermelho: O carioca Peerre [Paulo Ricardo, do blogue Los Olvidados] é um dos mais originais e talentosos entre os novos críticos cinematográficos do país. Admirador incondicional de John Ford, e grande entusiasta das obras de Murnau, Renoir e Keaton, Rohmer, Demy e Welles, entre vários outros, é capaz de provocar terremotos críticos em simples comentários. Como este, aqui mesmo no Balaio, em relação ao primeiro lugar (Cidadão Kane) [...Continua...]

Apr 262006
 

Quem avisa amigo é: Hoje, quarta-feira, às 17h, na Cinemateca do MAM, será reapresentado A Música de Guion, de Kenji Mizoguchi. É obra-prima (como qualquer Mizoguchi, by the way), e a cópia está novíssima. Última exibição no Brasil – depois, ela retorna para o Japão. Ou seja, quem não comparecer por qualquer motivo que não seja morte na família pode colocar orelhas de burro ao sair de casa pelos próximos meses. PS : aproveita-se e, [...Continua...]

Apr 152006
 

Meio em cima da hora, mas… vamos lá: Cinemateca do MAM, 16h, As Armas da Floresta, de Jonas Mekas. Novamente MAM, 18h, Persona, de Ingmar Bergman. No Odeon, 19h50, Othello, de Orson Welles. Na sala de vídeo do CCBB, 16h30, A História de Uma Prostituta e, às 18h30, Tóquio Violenta, de Seijun Suzuki. Agora, é escolher. Related Images:

Mar 152006
 

Que o filme com a maior quantidade de efeitos visuais antes de Guerra nas Estrelas era Cidadão Kane? E que muitas dos célebres cenas com profundidade de campo são, na verdade, trucagens? É o seguinte: nem sempre a luz de Gregg Toland conseguia manter em foco todos os planos, primeiro, segundo, terceiro, que a cena exigia. Assim, Welles filmava-os em separado e depois os “colava”, dando a impressão de terem sido filmados de uma só [...Continua...]