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Louis Malle

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Segundo round do É Tudo Verdade, agora só no Instituto Moreira Salles, de 4 a 10 de setembro.

Destaque para a retrospectiva Louis Malle, com os documentários Índia Fantasma, Humano Demasiadamente Humano, O País de Deus, Place de la République, Vive le Tour e A Busca da Felicidade. Infelizmente, todos em vídeo, já que o festival traz o pacote de DVDs que a Criterion lançou há alguns anos.

No Mundo do Silêncio, com o qual Malle ganhou a Palma de Ouro em 1956 ao lado de Jacques Cousteau, não está na mostra.

O Instituto Moreira Salles fica na Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.

A programação:

Sexta 04/09
20h30 Índia Fantasma, Episódio 1 - A Câmera Impossível

Sábado 05/09
16h Índia Fantasma, Episódio 1 - A Câmera Impossível e Episódio 7 - Bombaim

Domingo 06/09
16h Place de la République

Terça 08/09
18h Vive le Tour e Humano, Demasiadamente Humano

Quarta 09/09
16h Índia Fantasma, Episódio 1 - A Câmera Impossível e Episódio 7 - Bombaim
18h O País de Deus

Quinta 10/09
18h A Busca da Felicidade

As sinopses:

A Busca da Felicidade (La Poursuite du Bonheur, 80', cor, 1986, EUA / França)

Investigando a experiência dos imigrantes nos EUA, Louis Malle parte em mais uma viagem por todo o país, sem plano predeterminado. Ouvindo recém-chegados de praticamente todos os continentes, de várias profissões - de padres, artistas e pedreiros a médicos ou astronautas -, traça um amplo perfil de suas aspirações, bem como de suas estratégias para assimilar a cultura e os costumes da nação, sem abrir mão dos vínculos com sua terra natal. Ao final da viagem, consolida-se um fascinante mergulho na identidade múltipla de um país cada vez mais diversificado e poliglota.

Humano, Demasiadamente Humano (Humain, Trop Humain, 75', cor, 1973, França)

A maior parte do filme passa-se no interior de uma fábrica de automóveis. Dispensando-se a narração, numa atmosfera em que os sons ecoam basicamente apenas das estruturas que compõem a linha de montagem, a câmera capta não só uma rotina e uma ordem, que determina a repetição infinita de inúmeros pequenos gestos, como também um sentido de ritmo. Assim, torna-se possível enxergar nesse microcosmo uma estranha beleza, a beleza de seres humanos comuns, entretidos em tarefas cotidianas e construindo uma silenciosa dignidade.

Índia Fantasma, Episódio 1 - A Câmera Impossível e Episódio 7 - Bombaim (L'Inde Fantôme, 106', cor, 1969, França)

Abalado por uma intensa crise pessoal e profissional, aos 34 anos, o diretor Louis Malle decide mergulhar numa viagem à Índia, que para ele significará um verdadeiro recomeço. Sem mapa, compasso nem roteiro predefinido, acompanhado apenas do fotógrafo Etienne Becker e do técnico de som Jean-Claude Laureux, filma instintivamente por quatro meses tudo o que lhes chama a atenção. Em 35 horas de material bruto, depois editado em sete episódios e num longa autônomo, "Calcutá", Malle imprime um retrato multifacetado e dinâmico dos contrastes de um país marcado por várias culturas e religiões e dividido entre as heranças do Oriente e do Ocidente. No primeiro episódio, Malle apresenta seu projeto de apresentar um "diário de viagem", "um exercício total de sinceridade", "uma verdadeira subjetividade", uma série não sobre a elite anglofônica que dirige o pais e tradicionalmente fala sobre ele, mas sim sobre os "99% da população indiana que não fala inglês". No episódio final, um mergulho sobre Bombaim, hoje Mumbaim, seu caos e sua miséria apesar do dinamismo econômico que já prenunciava o que vemos em "Quem quer ser um milionário" (2008).

O País de Deus (Le Pays de Dieu, 90', cor, 1985, EUA)

Com olhar de estrangeiro agora radicado nos EUA, mas mantendo a mesma ausência de preconceitos que marca seu trabalho desde sempre, o diretor Louis Malle viaja em dois momentos distintos, em 1979 e 1985, ao coração do Meio-Oeste americano, em Minnesota. Misturando-se à gente comum de uma comunidade rural, examina as raízes germânicas daquela população, mostra seus hábitos e dá voz a suas opiniões - inclusive a algumas bem reacionárias em termos de religião e racismo. Sem satanizar seus personagens, elabora um denso e múltiplo retrato humano, provando que os habitantes do Meio- Oeste, ao contrário da lenda, não são mesmo todos iguais.

Place de la République (Place de la République, 94', 1973, França)

Apostando na maior simplicidade no conceito deste documentário, o diretor Louis Malle limitou-se à proposta de passar dez dias numa das praças mais movimentadas de Paris. Entrevistando as pessoas que ali trabalham, como um vendedor de perucas e um jornaleiro, ou os passantes, o cineasta usa apenas seu microfone e um inegável poder de sedução para convencer alguns dos resistentes à primeira vista a compartilharem suas histórias. Cada um deles traz à tona relatos singelos, engraçados ou fascinantes, que evocam sem esforço até que ponto todas as pessoas compartilham os mesmos problemas e sonhos, ainda que o esqueçam.

Vive le Tour (Vive le Tour, 18', 1962, França)

Revolucionando a forma tradicional dos documentários sobre esportes até então, Louis Malle lança um olhar irreverente sobre a mais importante prova ciclística de seu país, o Tour de France. Preferindo retratar personagens aparentemente secundários, das multidões de torcedores às equipes de apoio e os retardatários e desistentes, o cineasta desmonta o habitual discurso triunfalista do esporte em favor de um retrato humano da competição.

É Tudo Verdade - Vencedores

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Moscou perdeu o É Tudo Verdade para Cidadão Boilesen? Corumbiara levou menção honrosa do júri?

VJs's de Mianmar - Notícias de Um País fechado como melhor documentário estrangeiro?

Levaram a sério demais o mantra de que o festival "nunca esteve tão ousado" e resolveram premiar apenas "filmes políticos" e "relevantes". Ditadura militar, massacre indígena, protestos de monges budistas...

Já Moscou... coitados, não o entenderam! Para fazer tamanha besteira, melhor que não o selecionassem.

Pelo menos No Tempo de Miltinho ganhou entre os curtas-metragens.

É Tudo Verdade - Cildo

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Cildo, 2008, de Gustavo Rosa de Moura -lo0.gif

Em breve, no The Biography Channel. Ou algum canal parecido.

É Tudo Verdade - Longas

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As Três Irmãs, por Eduardo Coutinho.

A Chave da Casa, 2009, de Paschoal Samora e Stela Grisotti - lo2.gif

Garapa, 2008, de José Padilha - lo2.gif

Moscou, 2009, Eduardo Coutinho - lo4.gif

Sobreviventes, 2008, de Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro - lo0.gif

Diálogo que ouvi no ínício da sessão de A Chave de Casa, no Arteplex:

- Se esse filme for ruim como o outro, vou embora!

O "outro" era Moscou, de Eduardo Coutinho. Que não recebeu um aplauso sequer quando terminou. Difícil a vida de cineasta: entrega o melhor filme brasileiro do ano, e só recebe desdém. Por isso Se Eu Fosse Você faz tanto sucesso!

Vi A Chave de Casa para conhecer mais o trabalho de Paschoal Samora - cujo ótimo Mar de Dentro conferi em Tiradentes. Gostei, mostra sensibilidade em assunto espinhoso, refugiados palestinos-iraquianos no Brasil. E prova que documentários não são incompatíveis com planos bem cuidados.

Sobreviventes... eu me incluo entre eles.

De Garapa, escreverei na Revista Moviola. Tenho opiniões conflitantes sobre o filme de José Padilha que, embora conservador - olhar da classe média acerca da fome -, flui com bastante desenvoltura.

Talvez valha a frase que Domingos Oliveira cunha a respeito de si próprio, em Domingos: não realizei grandes filmes, mas tenho bela visão de mundo (falsa modéstia o próprio cineasta desmente logo em seguida, claro). Com José Padilha, acontece o inverso. Ele domina a linguagem - pena que suas idéias sejam tão caretas...

É Tudo Verdade - Curtas

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Confessionário, 2009, de Leonardo Sette - lo2.gif 

Chapa, 2008, de Tatiana Toffoli - lo1.gif 

Leituras Cariocas, 2008, de Consuelo Lins - lo0.gif

No Tempo de Miltinho, 2008, de André Weller - lo3.gif

Ser Tão, 2008, de Luiz Guilherme Guerreiro - lo0.gif 

No Tempo de Miltinho ganhou prêmio de melhor curta digital em Tiradentes. Estive lá, mas juro que não sabia!

É Tudo Verdade 2009

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Cotações para os documentários que assisti ontem e sexta-feira no É Tudo Verdade. As críticas saem hoje - tiro o domingo para escrever.

Curtas

No Tempo de Miltinho, de André Heller - lo3.gif
Chapa, de Tatiana Toffoli - lo1.gif
Leituras Cariocas, de Consuelo Lins - lo0.gif
Confessionário, de Leonardo Sette - lo2.gif
Ser Tão, de Luiz Guilherme Guerreiro - lo0.gif

Longas

Cildo, de Gustavo Rosa de Moura - lo0.gif
Domingos, de Maria Ribeiro - lo0.gif

É Tudo Verdade - Programação RJ

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Os programas do É Tudo Verdade no CCBB, Cinemark, Oi Futuro e Unibanco Arteplex, para baixar. Arquivos em Word. O Festival começa sexta-feira, dia 27 de março, e segue até dia de 5 de abril.

Ingressos gratuitos, com distribuição de senhas.

CCBB RJ

Cinemark Downton 4

Oi Futuro

Unibanco Arteplex 6

Nova Moviola

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Juro que não foi premeditado.

Enquanto Los Olvidados migrava para endereço próprio, a Revista Moviola se reformulava.

De cara nova, graças ao Ari (também conhecido como Aristeu Araújo), que faz milagres com o Wordpress.

Eu continuo fiel ao Movable Type, apesar das más línguas!

Após o Festival de Tiradentes - quando escrevi IGUAL UM CONDENADO - tirei "férias" da revista. No entanto, volto para lá ainda este mês, com outra cobertura - É Tudo Verdade!, no CCBB, Unibanco Arteplex 6 e Cinemark Downtown, de 25 de março a 5 de abril.

Os filmes selecionados para a Competição Brasileira, que disputam prêmio de R$100.000,00:


A Chave da Casa, de Paschoal Samora e Stela Grisotti (SP, 68 min)

Dois momentos na vida de exilados palestinos de origem iraquiana: o cotidiano num campo de refugiados entre Jordânia e Iraque e os desafios da adaptação em suas novas vidas no Brasil.

Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (RJ, 92 min) 

Um exame do financiamento da repressão violenta à luta armada no Brasil por grandes empresários, a partir da trajetória do dinamarquês Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra executado pela guerrilha urbana por suas ligações com a Oban.

Cildo, de Gustavo Rosa de Moura (RJ, 84 min) 

A vida, a obra e as idéias de Cildo Meirelles, um dos principais artistas plásticos brasileiros, vencedor do Prémio Velásquez em 2008. 

Corumbiara, de Vincent Carelli (PE, 117 min) 

Em 1985, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, foi cenário de um massacre de índios isolados. Desde então o documentarista Carelli luta com sua câmera contra o esquecimento. É hora de balanço.

Garapa, de José Padilha (RJ, 110 min) 

Segundo a ONU, a fome afeta hoje 920 milhões de pessoas - dos quais 11 milhões de brasileiros. Apesar de programas assistenciais do governo, diversas famílias vivem ainda o pesadelo diário da falta de proteínas. Eis o cotidiano de três delas, no Ceará de hoje.

Moscou, de Eduardo Coutinho (RJ, 80 min)

Os ensaios do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, da peça "Três Irmãs" de Tchecov, sob a direção de Enrique Diaz.  Os bastidores de um espetáculo que não chegará ao palco, numa experiência catalisada pelo e para o filme.

Sobreviventes, de Miriam Chnaidermann e Reinaldo Pinheiro (SP, 52 min)

Diversos personagens de diferentes sexos, profissões e origens sociais relatam em primeira pessoa sua viagem particular a uma situação limite.


Não vi os filmes, claro, mas acredito que Moscou, de Eduardo Coutinho, seja o melhor.

Além da Competição Brasileira e Internacional (posto depois), passam O Equilibrista (Oscar de documentário) e Z32, de Avi Mograbi, no encerramento.

É Tudo Verdade

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Amanhã começa o É Tudo Verdade, festival internacional de documentários.

No CCBB, já parte com a retrospectiva Kieslowski.

Mas, se você deixar o polonês um pouco de lado pelo menos neste sábado, vá correndo ao Centro Cultural da Justiça Federal, porque, às 18h30, será exibido Papel Não Embrulha Brasas, de Rithy Panh.

A experiência de assistir ao maior cineasta contemporâneo (melhor que Jia Zhang-Ke, Apichatpong e outros de semelhante quilate) não tem preço.

Não tem mesmo: a entrada é franca. Assim, estamos combinados: sábado, CCJF, 18h30, Papel Não Embrulha Brasas.

Agora Sim, É Tudo Verdade

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É Tudo Verdade acabando. Algumas dicas:

Hoje, quinta-feira, 13h, no CCBB: Cinco Dias, de Yoav Shamir. Ano passado, ele trouxe o muito bom Checkpoint. Vale dar uma conferida neste novo trabalho.

Depois, 15h30, Odeon, último Herzog: O Diamante Branco. Eduardo Valente gosta bastante (na verdade, domingo o CCBB reprisa Fata Morgana, O Grande Êxtase do Entalhador Steiner, O Pequeno Dieter Precisa Voar e Além do Infinito Azul, enquanto o Memorial Getúlio Vargas ataca de O Homem-Urso)

Ainda no Odeon, às 17h30, Aarhus, de Jorgen Leth (de O Homem Perfeito, que Lars Von Trier usou como base para fazer As Cinco Obstruções), e Svyato, de Victor Kossakovsky.

Já no sábado, no Memorial Getúlio Vargas, às 14h, passa Vingue Tudo, Mas Deixe Um dos Meus Olhos, de Avi Mograbi.

Mais sugestões, caso vocês as tenham, coloquem nos comentários.

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