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Andrzej Wajda

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Começou, sexta-feira, no Instituto Moreira Salles, mini-retrospectiva em comemoração aos 84 anos de Andrezj Wajda (comemorados ontem).

A mostra, na verdade, requenta outra, que aconteceu há 10 anos, no Estação Paço - que não existe mais. A anterior foi bem mais completa: passaram Lady Macbeth Siberiana, As 200 Crianças do Dr. Korczak, Danton - O Processo da Revolução.

Katyn, que estreou no Brasil - graças à indicação ao Oscar de filme estrangeiro (que perdeu para The Counterfeiters) - está na programação. Assisti a The Revenge, em que Roman Polanski atua novamente sob a direção de Wajda, meio século após Geração, no Festival do Rio de 2003. Este ano, vi Sweet Rush, filme doloroso sobre a morte, a guerra, o cinema e a passagem à vida adulta: dos melhores trabalhos do diretor, que jamais entrará em cartaz, nem será lançado em DVD. Pena.

Da retrospectiva, destaque absoluto para Homem de Ferro, obra-prima de Wajda e Palma de Ouro em Cannes. Momento em que o cinema e a política se encontram, é o retrato da decadência comunista na Polônia, da ascensão do Solidariedade e de Lech Walesa. Ao contrário de O Maestro e Danton, que lidam com o poder de forma altamente simbólica, Homem de Ferro vai direto ao ponto, com seu estilo documental, que conta a história do jornalista que, a mando do governo, aproxima-se do líder grevista (filho do herói retratado em Homem de Mármore) para lhe sabotar. As dúvidas, no porém, corróem-no.

Cinzas e Diamantes passou ontem, desculpas. Existe em DVD. Dos primeiros filmes que adotam a procissão a fim de representar a decadência de uma classe social (antes de A Doce Vida, por exemplo). Mas Geração e Kanal - melhor parte da trilogia da guerra - ainda reprisam.

Por fim, sobre Terra Prometida: o IMS exibe a versão original, com 180 minutos de duração. Depois, Wajda o reduziu para 138 minutos - corte que o CCBB passou há alguns anos, numa mostra de cinema polonês.

A programação:

Sexta 5/3

14h O Homem de Mármore, de Andrzej Wajda (Czlowiek z Marmuru, Polônia, 1976, 165 min, 35mm, 12 anos).

17h O Homem de Ferro, de Andrzej Wajda (Czlowiek z Zelaza, Polônia, 1981, 153 min, 35mm, 12 anos).

Sessão seguida de debate com o cineasta Cacá Diegues

Sábado 6/3

14h Kanal, de Andrzej Wajda (Kanal, Polônia, 1957, 91 min, digital, 12 anos).

16h Geração, de Andrzej Wajda (Pokolenie, Polônia, 1955, 83 min, digital, 12 anos).

17h30 Sem Anestesia, de Andrzej Wajda (Bez Znieczulenia, Polônia, 1978, 131 min, 35mm, 14 anos).

20h Cinzas e Diamantes, de Andrzej Wajda (Popiol i Diament, Polônia, 1958, 104 min, digital, 12 anos).

Domingo 7/3

14h O Homem de Mármore, de Andrzej Wajda (Czlowiek z Marmuru, Polônia, 1976, 165 min, 35mm, 12 anos).

17h O Homem de Ferro, de Andrzej Wajda (Czlowiek z Zelaza, Polônia, 1981, 153 min, 35mm, 12 anos).

20h Kanal, de Andrzej Wajda (Kanal, Polônia, 1957, 91 min, digital, 12 anos).

Terça 9/3

14h Geração, de Andrzej Wajda (Pokolenie, Polônia, 1955, 83 min, digital, 12 anos).

16h A Terra Prometida, de Andrzej Wajda (Ziemia Obiecana, Polônia, 1975, 180 min, 35mm, 16 anos).

20h Katyn, de Andrzej Wajda (Katyn, Polônia, 2007, 118 min, digital, 14 anos).

Quarta 10/3

14h O Maestro, de Andrzej Wajda (Dyrygent, Polônia, 1980, 101 min, 35mm, 14 anos).

16h O Homem de Ferro, de Andrzej Wajda (Czlowiek z Zelaza, Polônia, 1981, 153 min, 35mm, 12 anos).

20h O Anel da Águia Coroada, de Andrzej Wajda (Pierscionek z Orlem w Koronie, Polônia, 1992, 104 min, 35mm, 14 anos).

Quinta 11/3

14h O Homem de Mármore, de Andrzej Wajda (Czlowiek z Marmuru, Polônia, 1976, 165 min, 35mm, 12 anos).

Oscar - Previsões

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Domingo tem Oscar, que assisto desde 1987, quando O Último Imperador fechou a banca e ganhou todos os prêmios que disputava ("clean sweep", como dizem os americanos). Este ano, contudo, será bem mais equilibrado, apesar do favoritismo de Guerra ao Terror.

Filme: Guerra ao Terror

Favorito dos críticos (ganhou New York, Los Angeles, Chicago, Boston e dezenas de outros prêmios pelos EUA), Guerra ao Terror sempre teve a bilheteria de Avatar à espreita. Porém, no caminho até o Oscar, amealhou igualmente os troféus dos sindicatos: PGA, DGA, WGA, ACE... Mesmo o produtor trapalhão, que pediu votos aos membros da Academia, e o processo aberto pelo sargento que se diz a fonte de inspiração do roteiro, não devem atrapalhar, pois a votação já se encerrou.

Diretora: Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)

Mesmo que Guerra ao Terror não ganhe, Kathryn Bigelow vence (parte da campanha de Avatar consiste em "divida seus votos, nós merecemos filme, Bigelow direção). Histórico: primeira diretora premiada.

Ator: Jeff Bridges (Coração Louco)

Interessante que, em categoria com nível tão alto, Jeff Bridges seja tão favorito. Pode-se argumentar a favor de qualquer dos indicados, na verdade. Bridges ganha porque o Oscar ama papéis de cantores losers - Robert Duvall e Sissy Spacek -, além da questão sentimental: são 40 anos de cinema e 5 indicações nas costas (as anteriores, por A Última Sessão de Cinema, Thunderbolt e Lightfoot, Star Man e The Contender).

Atriz: Sandra Bullock (Um Sonho Possível)

Sandra Bullock? Absurdo? Pense bem, qual das indicadas merece o Oscar? Possivelmente Helen Mirren (não vi The Last Station). As demais, todas fraquinhas, por filmes ruins. Um Sonho Possível ganhou rios de dinheiro nos EUA, é sobre a vida pra lá de sofrida de jogador do Baltimore Ravens... Sandra Bullock leva pelo retorno ao estrelato.

Ator coadjuvante: Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

Desde que venceu melhor ator em Cannes, Christoph Waltz é apontado como verdadeira barbada na categoria. O favoritismo só cresceu, de lá para cá, com a ajuda do próprio filme, que se saiu muito bem com a crítica e com o público nos EUA.

Atriz coadjuvante: Mo'Nique (Preciosa)

Mo'Nique ganhou todos os prêmios que disputou. Por que, não sei. Mas enfim: é a única chance de Preciosa não sair com as mãos abanando da festa.

Roteiro original: Mark Boal (Guerra ao Terror)

Páreo duro. Guerra ao Terror ou Bastardos Inglórios? Mark Boal levou o WGA, mas Tarantino não concorria. Em todo caso, pelo efeito manada (Oscars de filme, direção, montagem...), The Hurt Locker ganha.

Roteiro adaptado: Jason Reitman e Sheldon Turner (Amor Sem Escalas)

Apesar do quiprocó entre Jason Reitman e Sheldon Turner (Turner escreveu a primeira versão do roteiro, Reitman o reescreveu e quis ficar com o crédito inteiro para si, ambos quebraram o pau pela autoria), Amor Sem Escalas venceu o Globo de Ouro, o WGA e o Bafta. Talvez somente Preciosa o ameace.

Fotografia: Mauro Fiore (Avatar)

Oscar mais disputado da noite. A Fita Branca surpreendeu e ganhou o ASC Award. No entanto, desde A Lista de Schindler, nenhum filme em preto e branco conquista a Academia (O Homem que Não Estava Lá, favorito, perdeu para O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel). Os votantes, ao contrário do filme de Haneke, certamente assistiram a Avatar, que revolucionou o 3D no cinema. Porém, jamais fotografias em digital ganharam - talvez considerem a estatueta de efeitos visuais boa o suficiente para Cameron e Cia. Guerra ao Terror recebeu o Bafta e, se levar as categorias principais...

Montagem: Bob Murawski e Chris Innis (Guerra ao Terror)

Barbadíssima. Guerra ao Terror ganhou o simpático Eddie, prêmio do ACE (sindicato dos editores). E o Oscar adora filmes de guerra - se Falcão Negro em Perigo ganhou, imaginem as chances The Hurt Locker.

Direção de arte: Sarah Greenwood e Katie Spencer (Sherlock Holmes)

Avatar e Sherlock Holmes venceram o Art Directors Guild, respectivamente, como melhor filme de fantasia e melhor filme de época. A Academia, que não se deixou seduzir pelos designs de computador sobre telas azuis, ainda prefere os bons e velhos cenários reais, com objetos de verdade, palpáveis. A Londres Vitoriana ganha de Pandora.

Figurinos: Sandy Powell (A Jovem Rainha Vitória)

Sandy Powell e Colleen Atwood, que monopolizaram a categoria na última década, novamente na disputa. Mas, desta vez, enquanto Atwood não tem chances por Nine, Powell surge como grande favorita por A Jovem Rainha Vitória: não apenas já ganhou o prêmio do sindicato dos figurinistas, como a Academia, historicamente, prefere filmes de época, com roupas luxuosas (Elizabeth - A Era de Ouro e Maria Antonieta não me deixam mentir).

Trilha sonora: Michael Giacchino (Up - Altas Aventuras)

Michael Giacchino ganhou o Globo de Ouro, o Emmy e o prêmio de melhor compositor de trilhas do ano. Não é seu melhor trabalho (prefiro Os Incríveis e Ratatouille), mas leva, em parte, pelo conjunto de sua obra na Pixar. Oscar já chega tarde.

Canção: "The Weary Kind", de Coração Louco (Música e Letra de Ryan Bingham e T-Bone Burnett)

Simplesmente não tem adversários. "The Weary Kind", de Coração Louco, ganhou todos os prêmios da pré-temporada do Oscar. E a Academia se amarra em música folk / country.

Mixagem de som: Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett (Guerra ao Terror)

Guerra ao Terror levou o Audio Cinema Society de melhor mixagem de som, que quase sempre emplaca no Oscar. Assim como montagem, a Academia costuma premiar filmes de guerra (quando não há musicais no páreo).

Edição de som: Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle (Avatar)

Avatar e Bastardos Inglórios dividiram os prêmios do sindicato dos editores de som. Parece improvável que, no Oscar, o filme de Tarantino bata as conquistas técnicas da produção de Cameron.

Efeitos visuais: Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones (Avatar)

Precisa comentar? Por mim, Avatar concorreria sozinho, dado o abismo em relação aos demais. Goste-se ou não do filme (estou no primeiro time), reconheça-se que James Cameron inovou nos efeitos visuais e na tecnologia 3D.

Maquiagem: Jon Henry Gordon e Jenny Shircore (A Jovem Rainha Vitória)

Os critérios da Academia, para maquiagem, são obscuros. Por que não Distrito 9? Dos que ficaram, ninguém viu O Divo. Star Trek, apesar do sucesso de bilheteria, não possui nada que se destaque, além das orelhas vulcanas de Spock. Resta o trabalho mais clássico e sutil de A Jovem Rainha Vitória, que já lhe rendeu o Bafta.

Animação: Up - Altas Aventuras

Up - Altas Aventuras tem indicações a melhor filme, roteiro original, trilha sonora e edição de som, além de animação. Sucesso de bilheteria, amado pela crítica... nenhuma chance de derrota aqui. Só lamento a ausência de Ponyo, do grande Hayao Miyazaki.

Documentário: The Cove

Bateu na trave! As Praias de Agnès ficou na pré-seleção. Ela merecia. The Cove ganhou a maioria dos prêmios da temporada pré-Oscar, é favorito. Mas, assim como filme estrangeiro, apenas os que assistiram a todos os indicados votam. Não se espante com surpresas.

Filme estrangeiro: O Segredo dos Seus Olhos (Argentina)

Foi-se o tempo em que o Oscar de filme estrangeiro captava o que de mais importante acontecia na produção cinematográfica internacional. Temos A Fita Branca (Palma de Ouro em Cannes), Um Profeta (Grande Prêmio do Júri, que acaba de vencer 9 César) e A Teta Assustada (Urso de Ouro em Berlim), que amealharam os mais importantes prêmios dos festivais europeus. Em teoria, Haneke seria favorito. Porém, como grupo muito restrito vota na categoria - que já provou, em anos recentes, seu conservadorismo (a vitória de A Partilha sobre Entre os Muros da Escola e Valsa com Bashir, por exemplo) -, O Segredo dos Seus Olhos deve ganhar.

Berlinale

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Era uma vez, quando o cinema turco se resumia a Yol, Palma de Ouro em 1982.

Hoje, para o bem ou para o mal, há Nuri Bilge Ceylan e Semih Kaplanoglu, que acaba de ganhar o Festival de Berlim com Honey - última parte da trilogia que conta ainda com Egg e Milk.

Não sei se os filmes de Kaplanoglu passaram alguma vez no Brasil. Talvez em sessões obscuras da Mostra São Paulo. Cakoff adora.

No mais, o júri de Werner Herzog premiou Roman Polanski (que levou o Urso de Ouro por Cul-de-Sac em 1966) como melhor diretor por O Escritor Fantasma - o cineasta não compareceu porque está em prisão domiciliar na Suíça, ainda no imbróglio deporta mas não vai.

Também reconheceram o novo melodrama de Yoji Yamada, além de outra revelação romena, Florin Serban.

Os vencedores da Berlinale 2010:

Urso de Ouro
Honey (Turquia), de Semih Kaplanoglu

Urso de Prata para Melhor Diretor
Roman Polanski (O Escritor Fantasma)

Berlinale Kamera
Yoji Yamada (About Her Brother)

Prêmio para Melhor Filme de Estreia
Sebbe (Suécia), de Babak Najafi

Prêmio Alfred Bauer
If I Want Whistle, I Whistle (Romênia), de Florin Serban

Urso de Prata para Melhor Roteiro
Wang Quan'an e Na Jin (Apart Together)

Urso de Prata para Excepcional Contribuição Artística
Pavel Kostomarov, diretor de fotografia (How I Ended This Summer)

Urso de Prata para Melhor Ator - "Ex-Aequo"
Grigoriy Dobrygin e Sergei Puskepalis (How I Ended This Summer)

Urso de Prata para Melhor Atriz
Shinobu Terajima (Caterpillar)

Urso de Prata - Grande Prêmio do Júri
If I Want To Whistle, I Whistle (Romênia), Florin Serban

Oscar - Indicações

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Avatar e Guerra ao Terror empataram com 9 indicações ao Oscar. Bastardos Inglórios teve oito. Amor Sem Escalas e Preciosa, seis.

Pensei que Avatar ganharia fácil. Primeiro, devido à bilheteria (já ultrapassou os US$ 2 bilhões!). Segundo, pela afirmação do 3D. No entanto, as vitórias de Guerra ao Terror no PGA e no DGA me colocaram em dúvida.

No Brasil, subestimamos o impacto de Guerra ao Terror nos EUA. Eu mesmo errei. A crítica norte-americana e Hollywood não duvidam que o filme de Kathryn Bigelow seja o mais importante a respeito do atoleiro em que o país se encontra no Iraque.

Para mim, ainda é cedo. Claro, não estamos diante de outro Platoon - mas Guerra ao Terror também está a anos-luz de O Franco Atirador. E, da mesma forma que Nascido para Matar e Pecados de Guerra emergiram como clássicos sobre Guerra do Vietnã, acredito que o mesmo ocorra, por exemplo, com Redacted (De Palma novamente, ironia).

Para fechar, lamento por Invictus. Talvez, para a Academia, Clint Eastwood não precise mais de Oscars (bom, é verdade, embora mereça!) - e o melhor filme do ano não consta sequer entre os dez indicados.

Melhor Filme

Avatar
Um Sonho Possível
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa
Um Homem Sério
Amor Sem Escalas
Up - Altas Aventuras

Melhor Diretor

Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
James Cameron (Avatar)
Jason Reitman (Amor Sem Escalas)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Lee Daniels (Preciosa)

Melhor Ator

Jeff Bridges (Coração Louco)
Morgan Freeman (Invictus)
Jeremy Renner (Guerra ao Terror)
George Clooney (Amor Sem Escalas)
Colin Firth (A Single Man)

Melhor Atriz

Sandra Bullock (Um Sonho Possível)
Meryl Streep (Julie & Julia)
Carey Mulligan (Educação)
Helen Mirren (The Last Station)
Gaboury Sidibe (Preciosa)

Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)
Woody Harrelson (O Mensageiro)
Matt Damon (Invictus)
Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Christopher Plummer (The Last Station)

Melhor Atriz Coadjuvante

Mo'Nique (Preciosa)
Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
Vera Farmiga (Amor Sem Escalas)
Maggie Gyllenhaal (Coração Louco)
Penelope Cruz (Nine)

Melhor Roteiro Original

Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Mark Boal (Guerra ao Terror)
Joel e Ethan Coen (Um Homem Sério)
Alessandro Camon e Oren Moveman (O Mensageiro)
Bob Peterson e Pete Docter (Up - Altas Aventuras)

Melhor Roteiro Adaptado

Jason Reitman e Sheldon Turner (Amor Sem Escalas)
Neill Blomkamp (Distrito 9)
Nick Hornby (Educação)
Geoffrey Fletcher (Preciosa)
Jesse Armstrong, Samon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche (In the Loop)

Melhor Fotografia

Mauro Fiore (Avatar)
Bruno Delbonnel (Harry Potter e o Enigma do Príncipe)
Barry Ackroyd (Guerra ao Terror)
Robert Richardson (Bastardos Inglórios)
Christian Berger (A Fita Branca)

Melhor Edição

Stephen Rivkin, John Refoua e James Cameron (Avatar)
Julian Clarke (Distrito 9)
Bob Murawski e Chris Innis (Guerra ao Terror)
Sally Menke (Bastardos Inglórios)
Joe Klotz (Preciosa)

Melhor Direção de Arte

Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair (Avatar)
Dave Warren, Anastasia Masaro, Caroline Smith (O Mundo Imáginário do Dr. Parnassus)
John Myhre, Gordon Sim (Nine)
Sarah Greenwood, Katie Spencer (Sherlock Holmes)
Patrice Vermette, Maggie Gray (The Young Victoria)

Melhor Figurino

Janet Patterson (Bright Star)
Catherine Leterrier (Coco Antes de Chanel)
Monique Prudhomme (O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus)
Colleen Atwood (Nine)
Sandy Powell (The Young Victoria)

Melhor Trilha Original

James Horner (Avatar)
Alexandre Desplat (O Fantástico Sr. Raposo)
Marco Beltrami e Buck Sanders (Guerra ao Terror)
Hans Zimmer (Sherlock Holmes)
Michael Giacchino (Up - Altas Aventuras)

Melhor Canção Original

"Almost There", de A Princesa e o Sapo (Música e Letra de Randy Newman)
"Down in New Orleans", de A Princesa e o Sapo (Música e Letra de Randy Newman)
"Loin de Paname", de Paris 36 (Música de Reinhardt Wagner; Letra de Frank Thomas)
"Take It All", de Nine (Música e Letra de Maury Yeston)
"The Weary Kind", de Louco Amor (Música e Letra de Ryan Bingham e T-Bone Burnett)

Melhor Edição de Som

Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle (Avatar)
Paul N.J. Ottosson (Guerra ao Terror)
Wylie Stateman (Bastardos Inglórios)
Mark Stoeckinger e Alan Rankin (Star Trek)
Michael Silvers and Tom Myers (Up - Altas Aventuras)

Melhor Mixagem de Som

Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson (Avatar)
Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett (Guerra ao Terror)
Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano (Bastardos Inglórios)
Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin (Star Trek)
Greg P. Russell, Gary Summers e Geoffrey Patterson (Transformers: A Vingança dos Derrotados)

Melhores Efeitos Visuais

Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones (Avatar)
Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken (Distrito 9)
Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton (Star Trek)

Melhor Maquiagem

Aldo Signoretti e Vittorio Sodano (O Divo)
Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow (Star Trek)
Jon Henry Gordon e Jenny Shircore (The Young Victoria)

Melhor Animação

Coraline e o Mundo Secreto
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
The Secret of Kells
Up - Altas Aventuras

Melhor Filme Estrangeiro

Ajami (Israel)
El Secreto de Sus Ojos (Argentina)
A Teta Assustada (Peru)
O Profeta (France)
A Fita Branca (Alemanha)

Melhor Documentário

Burma VJ
The Cove
Food, Inc.
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home

Melhor Documentário de Curta-Metragem

China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin

Melhor Curta de Animação

French Roast
Granny O'Grimm's Sleeping Beauty
The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)
Logorama
Wallace and Gromit: A Matter of Loaf and Death

Melhor Curta-Metragem de Ficção

The Door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants

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Duas obras-primas hoje, no Cine Maison: O Dinheiro, às 18h, e A Grande Testemunha, às 20h.

Como A Grande Testemunha já passou nos cinemas (nem tão) recentemente, concentro-me em L'argent, último filme de Robert Bresson.

Em L'argent, Bresson mostra como o dinheiro (o capitalismo, enfim) leva Yvon, através de circustâncias injustas, ao assassinato.

Ou como o modo de produção que domina a sociedade contemporânea mata a pureza e a inocência do Homem (embora se baseie em Tolstói, há fortes ecos de Rosseau e de Dostoiévski em L'argent).

Não por acaso, Bresson (que tinha 82 anos na época) filma os jovens, as pressões implacáveis e cruéis do capitalismo para que abandonem o "Estado de Natureza" e se integrem ao mercado, como mão-de-obra alienada - no sentido marxista, que aliena sua força de trabalho -, a falta de perspectivas, a recusa e a revolta.

18h - O Dinheiro, de Robert Bresson.

L'argent (França, 1983). De Roberto Bresson. Com: Christian Patey, Vincent Risterucci, Caroline Lang. Duração 85'.

Por estar com uma falsa nota de 500 francos em mãos, sendo totalmente inocente, Yvon vai sofrer uma série de injustiças que o levarão ao homicidio.

Indicado a Palma de Ouro em Cannes 1983, onde ganhou a Palma de Melhor Diretor.

20h - A Grande Testemunha, de Robert Bresson.

Au Hasard Balthazar (França, 1966). De Robert Bresson. Com Anne Wiazemsky, F. Lafarge, P. Klossowski, Walter Green. Drama em Cores. Duração 90'.

A vida triste e a morte de Balthazar, um jumento, desde sua infância idílica cercado por crianças que o adoravam, até a idade adulta , tiranizado como animal de carga. Sua vida é contada juntamente com a da menina que lhe deu o nome: enquanto ele é maltratado pelo dono, ela será humilhada por um amante sádico. Só vai encontrar um pouco de paz no dia que é empregado por um velho moleiro, que acredita ser o burro uma reincarnação de um santo. Este drama de cortar o coração é, na realidade, uma crônica cruel e irônica, uma reflexão sobre a natureza humana.

Veneza 1966: Grande Prêmio OCIC. Prêmio do Sindicato da Crítica Francesa em 1967

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Hoje, no Cine Maison, sessão dupla com Jacques Doillon: às 18h, O Primeiro a Chegar e, às 20h, A Puritana, com Sandrine Bonnaire, Michel Piccoli e Sabine Azéma.

Jacques Doillon está ausente do circuito comercial desde Ponette (1996!). Seus dois últimos trabalhos, Raja e O Primeiro a Chegar, foram exibidos na Mostra São Paulo, e permaneceram inéditos no RJ.

Não conheci Doillon através de Ponette, mas de retrospectiva do cineasta no TV5. O canal exibiu Le Doigts dans la Tête, La Pirate, L'amoureuse, Le Petit Criminel, Le Jeune Werther e meu favorito, La Fille de 15 Ans - com o próprio diretor, aliás.

Doillon tinha sensibilidade para tratar dos problemas da juventude, seja dos adolescentes que descobrem o sexo (La Fille de 15 Ans), ou dos jovens que, pós-Maio de 68, encontram-se sem trabalho, sem ideologia e sem perspectivas.

Ótima chance para saber como ele anda.

18h - O Primeiro a Chegar, de Jacques Doillon.

Le Premier Venu (França /Bélgica /França, 2007). De Jacques Doillon. Com Gérald Thomassin, Clémentine Beaugrand e outros. Duração 123'.

Camille está com cerca de 20 anos e já se sente sobrecarregada pela dura realidade do mundo. Como sua vida não tem a intensidade que deseja, ela tenta desesperadamente achá-la em algum lugar - e com qualquer um que cruze seu caminho. O "primeiro a vir" é Costa, um vagabundo, malandro, mau pai, filho e amante. Mesmo após um começo violento, Camille liga-se a ele, pois tem a ilusão de que salvá-lo pode trazer algum sentido e alegria à sua vida. Mas quanto mais Camille e Costa se envolvem, mais eles se metem em confusões.

20h - A Puritana, de Jacques Doillon.

La Puritaine (França, 1986). De Jacques Doillon. Com Sandrine Bonnaire, Michel Piccoli, Sabine Azéma. Drama em Cores. Duração 90'.

Lá se vai um ano desde que Manon, 18 anos, fugiu de casa abandonando seu pai, Pierre, homem de teatro. Ela lhe escreveu para comunicar sua volta e o pedido de desculpas. Naquela noite, Pierre e sua companheira, Ariane, a esperam no teatro.

DGA - Indicados

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Que bola fora do Directors Guild of America!

A associação dos diretores, que acerta a maioria dos indicados e dos ganhadores do Oscar, preferiu Lee Daniels a Clint Eastwood.

Ainda não vi Amor Sem Escalas, mas Bastardos Inglórios, Avatar e Guerra ao Terror são belos filmes, e merecem.

Só faltou quem não podia.

Os indicados:

- James Cameron (Avatar)
- Jason Reitman (Amor Sem Escalas)
- Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
- Lee Daniels (Preciosa, Uma História de Esperança)
- Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)

O prêmio fica entre ex-cônjuges - sim, já foram casados! - James Cameron e Kathryn Bigelow. Embora Guerra ao Terror seja melhor, não creio que vença os dólares de Avatar.

PGA - Indicados

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Como no Oscar, dez indicados ao Producers Guild of America. Se alguém pensava que filmes menores teriam mais chances...

Que nada! Entraram mesmo os sucessos de bilheteria que, noutros tempos, Hollywood acharia indignos de concorrer a seu maior prêmio - Star Trek, Distrito 9 e Up, Altas Aventuras (animação!).

A lista:

- Amor Sem Escalas (Jason Reitman)
- Avatar (James Cameron)
- Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
- Distrito 9 (Neil Blomkamp)
- Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow)
- Invictus (Clint Eastwood)
- Preciosa, Uma História de Esperança (Lee Daniels)
- Sedução (Lone Scherfig)
- Star Trek (J.J. Abrams)
- Up, Altas Aventuras (Pete Docter e Bob Petersen)

Se há dúvidas quanto ao vencedor? Respondo com US$ 1,13 bilhão. Será mais, no Oscar.

Horror no Cinema Brasileiro

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Fim de ano, terror brasileiro no CCBB carioca. Imperdível. José Mojica Marins, Jean Garrett, Carlos Hugo Christensen, Moacyr Fenelon, Luiz de Barros, Elyseu Visconti, Ivan Cardoso, entre outros.

Dia 22/12 (terça)
15h - O Jovem Tataravô (1936), de Luiz de Barros
17h - Fantasma por Acaso (1946), de Moacyr Fenelon
19h - Veneno (1952), de Gianni Pons

Dia 23/12 (quarta):
15h - À Meia Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
17h - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), de. José Mojica Marins
19h - Encarnação do Demônio (2008), de José Mojica Marins

Dia 26/12 (sábado):
16h - Despertar da Besta (1969), de José Mojica Marins.
18h - Lobisomem, O Terror da Meia-Noite (1972), de Elyseu Visconti
Cavalleiro
20h - A Força dos Sentidos (1979), de Jean Garrett

Dia 27/12 (domingo):
15h - A Reencarnação do Sexo (1981), de Luiz Castilini
17h - Enigma para Demônios (1975), de Carlos Hugo Christensen
19h - The Ritual of Death / Ritual Macabro (1991), de Fauzi Mansur

Dia 29/12 (terça):
15h - As Sete Vampiras (1986), de Ivan Cardoso
17h - O Segredo da Múmia (1981), de Ivan Cardoso
19h - Um Lobisomem na Amazônia (2005), de Ivan Cardoso

Dia 30/12 (quarta):
15h - Excitação (1977), de Jean Garrett
17h - O Estripador de Mulheres (1978), de Juan Bajon
19h - The Ritual of Death / Ritual Macabro (1991), de Fauzi Mansur

Dia 2/01 (sábado):
16h - Pecado na Sacristia (1975), de Miguel Borges
18h - Olhos de Vampa (1996), de Walter Rogério
20h - O Fim da Picada (2009), de Christian Sagaard

Dia 3/01 (domingo):
15h - A Mulher do Desejo (A Casa das Sombras) (1975), de Carlos Hugo
Christensen
17h - 3 Episodios: "Solo de Violino"(1980), de Ody Fraga; "O
Gafanhoto"(1981), de John Doo; "O Pasteleiro"(1981), de David Cardoso
19h - Mangue Negro (2008), de Rodrigo Aragão

Dia 5/01 (terça):
15h - O Jovem Tataravô (1936), de Luiz de Barros
17h - Fantasma por Acaso (1946), de Moacyr Fenelon
19h - Veneno (1952), de Gianni Pons

Dia 6/01 (quarta):
15h - À Meia Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
17h - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), de. José Mojica Marins
19h - Encarnação do Demônio (2008), de José Mojica Marins

Dia 7/01 (quinta):
15h - A Reencarnação do Sexo (1981), de Luiz Castilini
17h - Enigma para Demônios (1975), de Carlos Hugo Christensen
19h - O Maníaco do Parque (2009), de Alex Prado

Dia 8/01 (sexta):
15h - As Sete Vampiras (1986), de Ivan Cardoso
17h - O Segredo da Múmia (1981), de Ivan Cardoso
19h - Um Lobisomem na Amazônia (2005), de Ivan Cardoso
21h - As Taras do Mini Vampiro (1987), de José Adalto Cardoso

Dia 9/01 (sábado):
16h - Excitação (1977), de Jean Garrett
18h - O Estripador de Mulheres (1978), de Juan Bajon
20h - Shock (1984), de Jair Correia

Dia 10/01 (domingo):
15h - A Mulher do Desejo (A Casa das Sombras) (1975), de Carlos Hugo
Christensen
17h - 3 Episodios: "Solo de Violino"(1980), de Ody Fraga; "O
Gafanhoto"(1981), de John Doo; "O Pasteleiro"(1981), de David Cardoso
19h - Mangue Negro (2008), de Rodrigo Aragão

SAG Awards - Indicações

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Screen Actors Guild, primeiro prêmio dos sindicatos norte-americanos. Os atores são a maioria no Oscar, mas nem de longe os mais influentes (o DGA quase sempre crava os vencedores).

Pelos indicados, embora o SAG adore surpresas, caminho tranquilo para Guerra ao Terror ganhar melhor elenco. Nas categorias individuais - nomes bem semelhantes aos do Globo de Ouro, únicas exceções foram Jeremy Renner e Diane Kruger -, Christoph Waltz e Mo'Nique despontam como favoritos entre os coadjuvantes e Meryl Streep deve levar, finalmente.

Melhor ator, bicho pega. Clooney? Freeman? Bridges? Firth? Talvez apenas Renner tenha menos chances.

Bela lembrança para Christopher Plummer. Já não era sem tempo.

Triste ver Inimigos Públicos, o belíssimo filme de Michael Mann (e Johnny Depp), junto a Transformers.

Melhor elenco
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Nine
Precious

Melhor atriz
Sandra Bullock (The Blind Side)
Helen Mirren (The Last Station)
Carey Mulligan (Educação)
Gabby Sidibe (Precious)
Meryl Streep (Julie e Julia)

Melhor ator
Jeff Bridges (Crazy Heart)
George Clooney (Amor Sem Escalas)
Colin Firth (A Single Man)
Morgan Freeman (Invictus)
Jeremy Renner (Guerra ao Terror)

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon (Invictus)
Woody Harrelson (The Messenger)
Christopher Plummer (The Last Station)
Stanley Tucci (The Lovely Bones)
Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz (Nine)
Vera Farmiga (Amor Sem Escalas)
Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
Diane Kruger (Bastardos Inglórios)
Mo'Nique (Precious)

Melhor elenco de dublês
Inimos Públicos
Star Trek
Transformers: A Vingança dos Derrotados

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