Novedades en la categoría Cannes

Stuntman Mike

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Cadê, Europa?

Vi no twitter de Sergio Alpendre (Leopoldo Tauffenbach criou o movimento), e tenho que participar.

A Europa Filmes vergonhosamente não lança À Prova de Morte nos cinemas brasileiros, sob a desculpa de que Planeta Terror (com quem integra, apenas nos EUA, o duo Grindhouse) fracassou nas bilheterias. Resultado: é cada dia mais provável que Bastardos Inglórios chegue ao mercado antes que Stuntman Mike dê as caras!

Assisti a À Prova de Morte no Festival do Rio de 2007. Quase dois anos! De lá para cá, imensas porcarias estrearam - a maioria com resultados pífios, aliás -, enquanto outra jóia de Tarantino continua na prateleira.

Se Quentin Tarantino não atrai mais o público (quinze anos depois de Pulp Fiction)... Ah, estou velho!

Un Certain Regard - Prêmios

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Kynodontas, de Yorgos Lanthimos.

Há mais vida cinematográfica na Grécia para além de Michael Cacoyannis e Theo Angelopoulos: Kynodontas, de Yorgos Lanthimos, ganhou a mostra Un Certain Regard.

Notícias que chegam sobre o filme, porém, são desanimadoras. Paolo Sorrentino e seus comparsas do júri aprontaram?

Os Gatos Persas, de Bahman Ghobadi (o mesmo de As Tartarugas Podem Voar, sucesso no circuitinho há alguns anos), levou o Prêmio Especial Un Certain Regard - seja lá o que for.

Já o favorito de onze entre dez críticos, Policial, Adjetivo, de Corneliu Porumboiu, recebeu apenas o Prêmio do Júri.

PS: Heitor Dhalia ficou À Deriva.

Cannes - Prêmios da Crítica

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Das Weisse Band, de Michael Haneke.

Imagino Michael Haneke espumando de raiva com o prêmio FIPRESCI para Das Weisse Band: regra geral, quem vence a crítica não leva a Palma.

E lembremos da cara de pouquíssimos amigos do cineasta quando A Professora de Piano e Caché (sobretudo) perderam.

Policial, Adjetivo, de Corneliu Porumboiu, ganhou o prêmio da crítica na mostra Un Certain Regard. Entre a Quinzena dos Realizadores e a Semana da Crítica, Amreeka, de Cherien Dabis, foi o escolhido.

Para o Júri Ecumênico - surpresa! - Looking for Eric, de Ken Loach, na cabeça, com menção honrosa para Michael Haneke. A honraria mais inútil dos festivais também conferiu a Anticristo o "antiprêmio" de filme mais misógino de Cannes.

Só pelo Júri Ecumênico odiá-lo, Anticristo já cumpriu seu papel na Terra!

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J'ai Tué Ma Mère, de Xavier Dolan.

Nada de Francis Ford Coppola, Hong Sang-Soo, Pedro Costa, Luc Moullet ou Nobuhiro Suwa: J'ai Tué Ma Mère, de Xavier Dolan, levou a Quinzena dos Realizadores.

Três prêmios, aliás: Art Cinema Award, Regards Jeunes e SACD (Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos.

La Merditude des Choses, de Felix Van Groeningen, recebeu menção especial do júri, enquanto La Pivellina, deTizza Covi e Rainer Frimmel, ganhou o Label Europa Cinemas.

Montparnasse, de Mikhaël Hers, venceu entre os curta-metragens.

Cinéfondation - Prêmios

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Saíram as listas do Cinéfondation e da Quinzena dos Realizadores (que ponho quando acordar!)

Os ganhadores do Cinéfondation:

1o. lugar - Bába, de Zuzana Kirchnerová-Špidlová

2o. lugar - Goodbye, de Fang Song

3os. lugares - Diploma, de Yaelle Kayam / Nammae Ui Jip, de Sung-hee Jo

Palavra de Fã

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O Portal do Paraíso, 1980, de Michael Cimino.

Notícia do Uol CInema:

Na coletiva de imprensa de seu novo filme, "Bastardos Inglórios", o americano Quentin Tarantino declarou sua admiração pela presidente do júri, Isabelle Huppert. "Ninguém a ama mais do que eu. Perdi a conta de quantas vezes revi "O Portal do Paraíso", de Michael Cimino. Tenho certeza que ainda vamos trabalhar juntos", disse.

Fã de O Portal de Paraíso e de Michael Cimino? Quentin Tarantino sabe das coisas.

Cannes 2008: Procura-se!

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Impressionante a má qualidade da seleção oficial de Cannes este ano.

Começo a achar que o Grande Prêmio do Júri para Gomorra, de Matteo Garrone, não foi de todo injusto - Delta, Adoração e Minha Mágica são péssimos. Não compartilho do entusiasmo por La Mujer Sin Cabeza, e gosto moderadamente de Leonera (prefiro o anterior de Trapero, Nascido e Criado, embora a afirmação possa me render alguma dor de cabeça).

Belos filmes, só dois: A Fronteira da Alvorada e, principalmente, Um Conto de Natal - mas com enorme esforço criativo para abstrair a cópia podre com que o Festival exibiu o último.

Ontem, desisti de Il Divo, porque morria de sono. Votei cedo e encarei quatro sessões até as 19h30 - entre elas, Andrzej Wajda e Masahiro Kobayashi, que exaurem quaisquer forças! Aliás, o diretor japonês está no RJ. Simpático o cara - pena que filme tão mal.

E é possível que O Silêncio de Lorna rode também, já que no mesmo horário há Sonata de Tóquio.

PS: Eric Khoo (pronuncia-se como você está pensando), sobrenome de piada pronta. Só faz merda!

Ganhadores de Cannes

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O júri, presidido por Sean Penn, anunciou ontem os vencedores da 61a. edição do Festival de Cannes. Deu a lógica: Palma de Ouro para Entre les Murs, de Laurent Cantet.

Sandra Corveloni recebeu o prêmio de melhor atriz por Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas. Parabéns! Apenas o quinto brasileiro a triunfar na competição oficial de Cannes - ela se une a Lima Barreto (melhor filme de aventuras por O Cangaceiro), Anselmo Duarte (Palma de Ouro por O Pagador de Promessas), Glauber Rocha (melhor direção por O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro e prêmio especial do júri de curta-metragem por Di) e Fernanda Torres (melhor atriz por Eu Sei que Vou Te Amar).

No mais, Gomorra, de Matteo Garrone, levou o Grande Prêmio do Júri, e Il Divo, de Paolo Sorrentino, o Prêmio do Júri. Cinema político italiano de volta? Ver para crer. Benicio Del Toro como melhor ator pelo épico Che, de Seteven Soderbergh, e melhor roteiro para os irmãos Dardenne, por Le Silence de Lorna.

Quem diria que os cineastas de Rosetta ganhariam o prêmio de roteiro! SInal dos tempos. Em contrapartida, Nuri Bilge Ceylan faturou o de melhor direção por Three Monkeys. Há alguns dias, tentei assistir a Climates, no Telecine Cult, mas desisti, logo no início, após o longo e inútil close-up no rosto da mulher.

Surpreendentemente, Waltz with Bashir, que a crítica apontava como forte candidato à Palma de Ouro, saiu de mãos abanando. Infelizmente, James Gray - de quem sou fã - também. O júri, pelo menos, inventou prêmios especiais para Clint Eastwood e Catherine Deneuve.

Mitos, afinal, têm seus privilégios.

Palma, Quem Ganha?

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Posto antes que Sean Penn e companhia anunciem os vencedores da 61a. edição do Festival de Cannes. Não estou lá, não vi os filmes, mas acompanho à distância, leio o que acontece, e tenho meus palpites. Quem leva?

Entre lers Murs, de Laurent Cantet.

Há, claro, uma politização forte no júri, devido à presença não apenas de Sean Penn, como também de Natalie Portman. Por outro lado, Hou Hsiao-Hsien e Apichatpong Weerasethakul nos garantem que o cinema que busca o rigor estético será igualmente contemplado.

Todavia, não acredito que a Palma de Ouro fique com qualquer uma das tendências, pois elas tendem a dividir o júri. Quando não há unamidade, obra destacadamente superior às demais, o prêmio vai para aquela que gera o consenso - em geral, filme "menor", sem tanta ambição, embora com temática forte o suficiente para que seja lembrado.

Entre lers Murs se passa intiramente dentro da escola. Trata de questões fundamentais como ensino, imigração, pobreza. É francês - e há anos o país não ganha a Palma!. E, para ajudar, foi exibido no último dia do festival, melhorando a impressão do júri. Todas as chances com Laurent Cantet (que, como eu disse na época do horroroso Em Direção ao Sul, dá-se bem melhor quando filma em espaços restritos!).

Já em relação aos prêmios secundários, eles existem mesmo para satisfazer as diversas vertentes do júri. Provável que o cinema "político" fique com o Grande Prêmio do Júri - aposto em Waltz with Bashir, de Ari Folman, embora Gomorra, de Matteo Garrone, também possa ganhar. O Prêmio do Júri deve ficar com filme esteticamente mais ousado, tais como La Mujer Sin Cabeza, de Lucrecia Martel, My Magic, de Eric Khoo, Delta, de Kornel Mundruczó ou Leonera, de Pablo Trapero (em reconhecimento aos sul-americanos também, com quatro obras na competição).

Direção. Quiçá seja o tour-de-force de quatro horas e meia de Steven Soderbergh em Che, ou Nuri Bilge Ceylan em Three Monkeys - que, nas cotações, era o favorito da crítica para a Palma de Ouro até ontem.

Grande Prêmio Técnico, duvido que William Lubtchansky não vença pela fotografia de La Frontière de L'aube, de Philippe Garrel.

Melhor ator. Creio que o favorito seja Joaquin Phoenix, por Two Lovers, de James Gray - embora Mathieu Amalric, por Un Conte de Noel, de Arnaud Desplechin, também esteja no páreo - François Begaudeau (Entre lers Murs) e Benicio Del Toro (Che) podem levar, caso seus filmes não saiam com outros prêmios.

Angelina Jolie, por The Changeling, de Clint Eastwood, é a quase-barbada para melhor atriz. Talvez Catherine Deneuve, por Un Conte de Noel, ameace. Fora delas, seria muita surpresa.

E, para fechar - a menos que inventem algum prêmio especial -, melhor roteiro: Charlie Kaufman, sempre cotadíssimo, por Synecdoche, New York. Outras possibilidades: Laurent Cantet, se Entre lers Murs não ganhar nada mais importante (o que duvido), e Arnaud Desplechin, por Un Conte de Noel.

Previsões finais:

- Palma de Ouro: Entre lers Murs, de Laurent Cantet.
- Grande prêmio do júri: Waltz with Bashir, de Ari Folman.
- Prêmio do júri: My Magic, de Eric Khoo.
- Direção: Matteo Garrone, por Gomorra.
- Ator: Benicio Del Toro, por Che.
- Atriz: Angelina Jolie, por The Changeling.
- Roteiro: Charlie Kaufman, por Sinecdoque New York.
- Grande prêmio técnico: William Lubtchansky, pela fotografia de La Frontière de L'aube.

Vejamos quantos acerto!

Primeiros Prêmios em Cannes

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Saíram as premiações da crítica, do júri ecumênico e da mostra Un Certain Regard, em Cannes. Que foram surpreendentes, aliás:

FRIPESCI:

- Competição: Delta, de Kornel Mundruczó.
- Un Certain Regard: Hunger, Steve McQueen.
- Mostras Paralelas: Eldorado, de Bouli Lanners (exibido na Quinzena dos Realizadores).

OCIC Award:

- Prêmio ecumênico: Adoration, de Atom Egoyan.

Un Certain Regard:

- Melhor filme: Tulpan, Sergey Dvortsevoy.
- Prêmio do júri: Tokyo Sonata, de Kiyoshi Kurosawa.
- KnockOut Prize: Tyson, de James Toback.
- One-From-The-Heart Award: Cloud 9, de Andreas Dresen.
- Hope Prize: Johnny Mad Dog, de Jean-Stéphane Sauvaire.

Começando pelo meio: absolutamente normal o prêmio ecumênico para Adoration. Atom Egoyan é mau cineasta, mas muito bom rapaz. Ele e Walter Salles disputam os OCIC Awards a tapa.

Fatih Akin, presidente do júri da mostra Un Certain Regard, distribuiu cinco prêmio (ao invés de três) dada a qualidade da seleção. Lorota, já que o intragável Andreas Dresen está entre os contemplados. Aliás, ridículos os nomes que inventaram para os troféus extras. "One-From-The-Heart"? "KnockOut"? Deus, transformaram Cannes em festival universitário!

Quanto ao melhor filme: pelo que li, Tulpan - família de nômades que criam ovelhas nas estepes do Casaquistão, protagonista que não deseja se casar - lembra demais O Casamento de Tuya, Urso de Ouro meia-boca de Berlim ano passado. Já Tokyo Sonata foi aposta mais cômoda, obra de diretor tarimbado internacionalmente (embora Kiyoshi Kurosawa sempre esteja sujeito a chuvas e trovoadas).

Kornel Mundruczó. Já ouviram falar? Ele subiu as escadas de Cannes: começou no Cinefondation, passou pelo Un Certain Regard e agora disputa a Palma de Ouro. Delta não estava entre os favoritos, e duvido que ganhe algo no júri presidido por Sean Penn. Complicado entender as escolhas da crítica, conquanto eu mesmo faça parte dela. O filme de Mundruczó sinalizaria o acolhimento do cinema dito autoral, inovador e ousado, de estética mais exigente e refinada (com muitas aspas e senões, claro, porque se trata de enorme besteira). No entanto, La Mujer Sin Cabeza, de Lucrecia Martel, e La Frontière de L'Aube, de Philippe Garrel, foram sonoramente vaiados nas sessões para a imprensa.

Segundo Eduardo Velente, Delta remete a Carlos Reygadas - que ele, Filipe Furtado e Cléber Eduardo decididamente não gostam. Para mim, Luz SIlenciosa merecia até mais do que o Prêmio do júri que levou em 2007.

Curiosidade: Rodrigo Fonseca, no Blogue do Bonequinho, não se cansa de falar besteira. Horas antes de Kornel Mundruczó ganhar o FRIPESCI Awards, ele solta "desde que o evento começou nenhuma barbada apareceu, uma vez que todos os longas, menos o húngaro 'Delta', tem atributos fortes para disputar os prêmio, inclusive a Palma de Ouro".

Gênio da raça.

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